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Diário Cultural de hoje
Entre feriados
Quatro tópicos ligeiros para a terça que inicia a semana do colunista no Diário, após o feriado de sexta e já esperando o feriado da próxima segunda. O colunista tem aproveitado bem – “ótimo!”, ele diz – seus feriados.
Labô no Rio
A turma do Laborarte vai pro Rio. De 27 a 30 de abril, o Tambor de Crioula do Laborarte e o Cacuriá de Dona Teté se apresentam e ministram oficinas no Teatro Cacilda Becker. Os ingressos para as apresentações – 27, 28 e 29, às 20h30min e 30 às 19h – custam R$ 15,00; as oficinas – 28 e 29; Tambor de Crioula às 14h e Cacuriá às 15h30min – custam R$ 30,00. Maiores informações: (21) 2265-9933.
Carioca
Já pode ser comprado no site da gravadora Biscoito Fino, o disco “Carioca”, de Chico Buarque. “Carioca” era o apelido de Chico nos tempos da Faculdade de Arquitetura em São Paulo, onde foi contemporâneo de nosso Chico Maranhão. Trata-se, na verdade, da pré-venda do disco (com entregas a partir do dia 4 de maio), primeiro de inéditas do compositor desde “As Cidades” (1998). No site há a informação de que em breve será vendido um kit, com cd e dvd, sobre o processo de composição de carioca. O preço – do cd simples – faz jus ao nome da gravadora: biscoito fino não é para qualquer um. R$ 36,90. O site da gravadora: http://www.biscoitofino.com.br
Prêmio ABA
A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) recebe até 1º de maio inscrições de trabalhos monográficos para o seu 4º prêmio. O tema é “Antropologia e Direitos Humanos: direitos culturais, desigualdades e discriminações”. Os trabalhos devem ter no máximo cinqüenta páginas de texto corrido em fonte times new roman, com espaçamento 1,5. O resultado será divulgado em 14 de junho, e o prêmio pode chegar a até cinco mil reais. Os trabalhos podem ser enviados por e-mail (abaford@ims.uerj.br) ou para Presidência do Prêmio ABA, aos cuidados da professora Maria Luiza Heilborn, Concurso ABA/Ford, Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rua São Francisco Xavier, 524, 6º andar, Bloco E, CEP 20.550-013, Rio de Janeiro/RJ. Editais e maiores informações em http://www.antropologias.com.br
Navegar é preciso!
Volto hoje à série “Navegar é Preciso!”, capítulo perdi as contas. Isso, antes d’eu inventar aqui, e iniciar, a série “Resenha fora de hora”, onde escreverei sobre obras que não acabaram de ser lançadas/publicadas. Hoje recomendo o blogue do Ronaldo Robson, o Naldo. Poesia, opinião, crítica. Eu comentando com um amigo, ao lê-lo: “o legal de blogues é que a gente já não precisa tanto da ‘mídia convencional’”. Ao lerem As Vírgulas de Lilipute (http://asvirgulasdelilipute.zip.net) vocês vão entender o que estou falando.
Escrito por Zema Ribeiro às 10h06
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Sacramento
Marcos Sacramento é um dos mais interessantes intérpretes de samba contemporâneo. Contemporâneo o intérprete, não o samba. Este, atemporal. Vide o repertório de seu Memorável Samba: a música mais "nova" é "Notícia", de 1955.

Escrito por Zema Ribeiro às 09h57
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Duas boas notícias e um texto (nem tão bom assim)
A primeira é sobre Paisagem Feita de Tempo, o livro de Joãozinho Ribeiro, do qual já falei tantas vezes aqui (e ainda vou falar muito ao longo dessa semana): na gráfica, tudo certo. Lançamento sexta, vide convite, posts abaixo.
A segunda é sobre o, também tantas vezes já falado por cá, Colunão. Acabei de receber uma ligação de Walter Rodrigues. O número um do semanário independente já está na gráfica e sai amanhã. Então, a partir das 10h, você já poderá comprá-lo na sua banca ou jornaleiro preferido. Ou se quiser, pode clicar aí no blogue do Walter (link ao lado) e ver como assinar.
O texto abaixo, do blogueiro aqui, era para sair nessa edição inaugural da nova fase do Colunão. Por conta de espaço e do corre-corre desses problemas todos, fica de fora. Em tempo: Mainardi publicou, em sua coluna de ontem, uma tréplica ao Franklin Martins. Como ele não responde ao desafio proposto por aquele, não perderei meu tempo em comentar o que não vale a pena. No Colunão estou com outro texto, sobre O Sonhador Insone, de Sergio Cohn. Por hoje é só. E até!
As mainardices da revista (?) Veja
por Zema Ribeiro*
“Nossas cidades são as mais feias do mundo, a nossa literatura é muito pobre, a nossa música é repetitiva.” O autor dessa frase pariu quatro livros: Malthus (1989); Arquipélago (1992); Polígono das Secas (1995) e Contra o Brasil (1998). Todos com vendagem medíocre. Escreveu dois roteiros para o cinema: 16060 (1995) e Mater Dei (2001). Ambos fracassos de bilheteria. Estudou economia, levou bomba. Não é jornalista formado. Por que levar Diogo Mainardi a sério?”
O trecho acima é do texto introdutório à entrevista de Diogo Mainardi à Revista Trip (Páginas Negras, edição 118, de dezembro de 2003). Passado todo este (tanto) tempo, repito-me a pergunta: por que levar Diogo Mainardi a sério? Se aulas básicas de Sociologia no ensino médio nos garantem que “o homem é produto do meio”, podemos entender que o colunista-chato-de-galocha é o que é por escrever na/para a Revista (?) Veja. Se complicamos um pouco a questão e afirmamos o inverso, “o meio é produto do homem”, entendemos o porquê de a Veja ter chegado ao que chegou: a lastimável prática de um jornalismo (?) irresponsável, para dizer o mínimo.
Na edição 1952 de Veja, de 19 de abril de 2006, escreve Mainardi, no título de sua coluna: “Jornalistas são brasileiros”. Um título aparentemente inocente, não é? No texto: “Franklin Martins é o principal comentarista político da Rede Globo. Um de seus irmãos, Victor Martins, foi nomeado para uma diretoria da Agência Nacional do Petróleo. Os senadores que aprovaram seu nome levaram em conta o parentesco ilustre.” E mais adiante: “Ivanisa Teitelroit, mulher de Franklin Martins, também já mereceu sua parcela de cargos públicos. Deve ser a isso que Aloízio Mercadante se refere quando fala em “resistência democrática””. Assim, de saída, no primeiro parágrafo. E a insanidade de Mainardi não ataca apenas Franklin Martins. Mais: “Eliane Cantanhêde, chefe da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo, é mulher de Gilnei Rampazzo, um dos donos da GW, a produtora que cuidou das últimas campanhas eleitorais de Geraldo Alckmin e José Serra. Gilnei Rampazzi é sócio de Luiz Gonzáles, o marqueteiro escolhido pelo PSDB para coordenar a campanha presidencial de Geraldo Alckmin. Ele foi acusado pela Folha de S. Paulo de participar de um esquema de desvio de recursos da Nossa Caixa. Deve estar a maior confusão na casa de Eliane Cantanhêde. Lula Costa Pinto é outro jornalista confuso. Ex-jornalista. Ele é genro do ex-deputado Paes de Andrade e concunhado de Anderson Adauto, ministro dos Transportes lulista e receptador do mensalão. Lula Costa Pinto também se beneficiou de desvio de dinheiro público quando era assessor do deputado petista João Paulo Cunha.”
Procuradas pelo portal Comunique-se (http://www.comunique-se.com.br), Helena Chagas – “achincalhada” por Mainardi, embora o recorte acima não traga o trecho do texto – e Eliane Cantanhêde preferiram não se manifestar. A primeira afirmou que não se pode responder a sério um assunto tão absurdo; como me disse um amigo, via e-mail: “ele é o maior humorista da imprensa brasileira”. É, Mainardi é um palhaço! Pena que sem graça. A segunda, já citada pelo colunista de Veja anteriormente, preferiu não se manifestar sobre as conexões elaboradas por ele entre seu marido e o tucanato.
Da resposta de Luís Costa Pinto, ao mesmo portal, extraímos os trechos a seguir: “Ao contrário do que foi publicado na coluna “Jornalistas são brasileiros”, assinada pelo polemista profissional (se é que isso é profissão) Diogo Mainardi (se é que Mainardi tem profissão): 1- não houve “beneficiamento” de “dinheiro público” nem a mim nem a minha empresa; [...] 2- não sou, não fui e jamais serei concunhado do ex-ministro Anderson Adauto; [...] 3- sigo jornalista com registro profissional na Delegacia Regional do Trabalho e inscrição junto à Federação Nacional dos Jornalistas. [...] Mainardi não é jornalista. Mainardi nunca conseguiu completar um curso universitário. Nem “ex” qualquer coisa Mainardi conseguirá ser. [...]”
Franklin Martins, além, lançou-lhe um desafio (em resposta ao mesmo portal) intitulado “Desafio a um difamador”, trechos a seguir: “1- Não tive, em qualquer momento ou em qualquer instância, nada a ver com a nomeação de meu irmão, profissional conceituado na área de petróleo, para a diretoria da ANP. [...] O sr. Mainardi não é obrigado a acreditar no que digo. [...] Por isso, lanço-lhe um desafio. Se qualquer um dos 81 senadores ou senadoras vier a público e afirmar que o procurei pedindo apoio para o nome de meu irmão, me sentirei sem condições de seguir em meu trabalho como comentarista político. Pendurarei as chuteiras e irei fazer outra coisa na vida. Em contrapartida, se nenhum senador ou senadora confirmar a invencionice do sr. Mainardi, ele deverá admitir publicamente que foi leviano e, a partir daí, poupar os leitores da “Veja” da coluna que assina na revista. Tudo ou nada, bola ou burica. O sr. Mainardi topa o desafio? [...] Se não topa o desafio, o sr. Mainardi estará apenas confessando que não tem compromisso com a verdade e deixando claro que não passa de um difamador. [...] 2- Quanto à minha mulher, é funcionária pública há mais de 20 anos. E servidores públicos, sr. Mainardi, por incrível que lhes pareça, trabalham no serviço público. Não sei qual a razão de sua surpresa com o fato.”
Enquanto o PSDB consegue na justiça uma liminar para impedir a circulação do jornal da CUT, alegando que este faz propaganda petista, a revista (?) Veja propagandeia o tucanato (além da capa, desrespeitosa com o presidente Lula, acusando-o de pertencer a um “bando”, vide matéria “A lenta arrancada de Alckmin”, págs. 64 e 65). Revista e colunista foram feitos um para o outro, e vice-versa, se não vejamos: passa despercebida, mas uma notinha – Correções – ao fim da seção Cartas (pág. 37), na mesma edição dessas “mainardices” tod(l)as, diz: “Lula Costa Pinto é concunhado do ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira (que não é acusado de ser receptor do mensalão), e não do ex-ministro Anderson Adauto, segundo informa a coluna de Diogo Mainardi desta edição”. Ora, se a revista percebe o erro antes da publicação, para quê deixá-lo sair?
O certo é que Mainardi nunca chegará a Paulo Francis – talvez seu mais íntimo sonho e frustração: até para ser chato é necessário ter talento.
Leia mais Zema Ribeiro em http://olhodeboi.zip.net
Escrito por Zema Ribeiro às 17h52
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Duas
Frei Pataugaza escreve cartas. Enquanto Reuben apronta mais uma das suas. É a primeira coisa que ele (Reuben) escreve e não me agrada.
Escrito por Zema Ribeiro às 09h57
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Diário Cultural de domingo
[Ontem deveria ter ido às bancas o nº 1 da nova fase do Colunão, semanário independente capitaneado por Walter Rodrigues. Não aconteceu assim. Mas sai hoje, no mais tardar amanhã. E o blogueiro aqui tá lá. Assim que sair, republico aqui. Até!]
Elegia Cesariana: o parto poético do músico
O arriscado e destemido mergulho do paraibano Chico César na praia profunda da poesia de fôlego. Em “Cantáteis – Cantos Elegíacos de Amozade”, a declaração de amor por uma amiga, a declaração de amizade pela mulher amada, a declaração de amor e amizade por São Paulo, cidade que adotou o “paraíba” que ganhou o mundo.
Um “paraíba” perante a imponência da arquitetura dos prédios e sentimentos de São Paulo. Sem estranhamento. Admiração mútua, talvez não num primeiro instante. Um sentimento de amor, em vez de platônico, correspondido, enquanto amozade (soma de amor e amizade). Que a amizade não exclui o amor e vice-versa, versa o verso, declaração de amor para uma mulher. E a cidade. A cidade mulher. A mulher que representa a cidade.
1.551 versos, divididos em 141 estrofes compõem “Cantáteis – Cantos Elegíacos de Amozade” (Editora Garamond, 2005, preço sob consulta em http://www.garamond.com.br), poema que Chico César dedica à amiga e parceira Tata Fernandes, ela a representação da mulher paulista/paulistana, o tipo. A mulher que freqüenta o círculo intelectual boêmio da cidade grande, que tem bom gosto literário, musical e – por que não? – etílico.
“Escrevi “Cantáteis” como um canto de amor e amizade a uma mulher, uma musa paulistana. Escrevi movido por esse sentimento híbrido (amozade) e que muitas vezes julgamos formados por partes que se negam: o amor e a amizade.”, conta Chico César, numa espécie de posfácio, no livro. “Escrevi (...) estimulado pela existência e consistência de poemas longos como “Os Cantos” de Erza Pound, “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto, “Altazor” de Vicente Huidobro. Ou ainda “O Guesa”, de Souzândrade e “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Sei que o fato desses poemas existirem e pesarem decididamente na balança da literatura universal deveria me silenciar em definitivo. Mas deu-se o contrário. E cometi “Cantáteis”. Atribuo hoje à falta de juízo que acomete os apaixonados. Era como eu me encontrava. E me encontro”, completa.
Escrito em 1993, “Não num só fôlego, como seria mais heróico” – como diz o próprio Chico –, “Cantáteis” foi publicado ano passado, o mesmo 2005 em que o paraibano de Catolé do Rocha pôs na rua o disco mais lírico de sua carreira – “De Uns Tempos Pra Cá”, (Biscoito Fino, 2005, produzido por ele e Lenine) –, iniciada em 1994 com o ao vivo “Aos Vivos”.
Que Chico César é dos mais talentosos e competentes compositores que despontaram no cenário musical nacional – e internacional – nos fins do século passado, é notório e sabido por todos: dos que escarafuncham novidades em busca de coisas boas aos que o conheceram em trilha sonora de novela. Agora, (com)prova “Cantáteis”, que o jornalista de formação – o autor de “À Primeira Vista” e “Mama África” é graduado pela Universidade Federal da Paraíba – é também um erudito poeta popular, dada a facilidade com que parece brincar de pular corda com a tênue linha que separa estas “duas culturas”. Ainda bem que o músico não matou ou silenciou o poeta.
“Cantáteis” é o mergulho visceral e destemido de se cantar o amor por uma amiga, ou a amizade pela mulher amada. É um Chico César que não vai tocar no rádio nem na novela, e talvez por isso não vá fazer sucesso. Mas deveria, alinhado que está, de já, com os poemas citados pelo autor em sua opção por não silenciar.
Serviço
O quê: “Cantáteis – Cantos Elegíacos de Amozade” Quem: Chico César Onde: Editora Garamond Quanto: preço sob consulta no site http://www.garamond.com.br
Escrito por Zema Ribeiro às 09h37
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O Colunão reestréia hoje, no mais tardar terça-feira
[Transcrevo abaixo, e-mail de Walter Rodrigues sobre a não-circulação do Colunão ontem, data marcada para sua reestréia. Minha opinião sincera sobre o ocorrido: isso me cheira a boicote; primeiro, WR teve problemas para distribuir o jornal; agora, tem com a gráfica. Mas se os "poderosos" pensam que irão silenciá-lo, estão muito, muito enganados. Saiba como assinar lá no blogue dele, link ao lado]
De: Walter Rodrigues Para: Undisclosed-Recipient Data: 22/04/2006 17:06 Assunto: NOTÍCIA DO COLUNÃO - URGENTE (Detalhes só na segunda ou depois)
NOTÍCIA DO COLUNÃO
22.4.2006
Prezados leitores e amigos
Está pronto o nº. 1 do Colunão nova fase, agora independente tanto na linha editorial quanto na circulação, já que deixa de ser encarte de outro jornal, como ocorria até novembro do ano passado, para arriscar-se em orgulhoso vôo solo.
Está pronto na redação, na edição e na diagramação das matérias, e deveria circular neste domingo. Infelizmente, isso não vai acontecer. Problemas com a gráfica, alheios à minha vontade e capacidade de agir.
Estou tomando as providências necessárias para imprimir o semanário nesta segunda-feira, de modo a oferecê-lo aos assinantes e demais leitores ainda na segunda à noite, o mais tardar na madrugada ou amanhecer de terça. Se for preciso, roda-se o Colunão em Fortaleza ou Terezina ou Belém. É apenas um obstáculo a mais.
Admito a frustração do atraso imprevisto, mas isso não me abate nem me agacha.
Grato pela atenção e pelo apoio.
Até breve,
Walter Rodrigues Editor
Escrito por Zema Ribeiro às 09h24
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Diário Cultural de hoje
Notas ligeiras para o leitor que corre, corre, corre
Com o corre-corre dos leitores, e o corre-corre do colunista, diversos toques ligeiros. Confira abaixo.
[Na nota sobre a peça "O acompanhamento", faltou eu dizer que são os atores: César Boaes e Jorge Choairy. Errata aqui, agora; domingo no impresso. Sobre "Paisagem feita de tempo": estou na equipe de "feitura" da obra, preparação dos originais, revisão etc.]
Consórcio social da juventude
Acontece hoje o encerramento das atividades da primeira etapa do Consórcio Social da Juventude da Ilha de São Luís. Na ocasião, será lançado o Prêmio Parceiros da Juventude. No Circo da Cidade, às 16h. Maiores informações pelo telefone (98) 3231-4929.
Audiência pública
No próximo dia 3 de maio, acontece Audiência Pública para tratar da operacionalização dos projetos e ações de incentivo à cultura maranhense, objeto da lei nº 8.319, de 12 de dezembro de 2005, que institui o Sistema de Gestão e de Incentivo à Cultura do Maranhão – SEGIC. A audiência está sendo convocada pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia Cultura e Desporto da Assembléia Legislativa, presidida – a citada comissão – pelo Deputado Luiz Pedro, e ocorrerá no Auditório Fernando Falcão, às 15h.
O acompanhamento
Com direção de Marcelo Flecha, continua em cartaz, às terças-feiras, a peça O Acompanhamento, na Associação Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, ao lado do TAA). Às 20h. Ingressos: R$ 10,00 (estudante com carteira paga meia). Somente às terças-feiras.
Sítio
A revista literária Sítio chega ao seu terceiro número, publicando autores de diversos países – Portugal, Espanha, Brasil, Romênia, Argentina. Até o dia 1º de maio, está recebendo colaborações para o seu próximo número: poesia, conto, crônica, ensaio (máximo de cinco páginas, em word), fotografias, desenhos e ilustrações (em formato tif, jpeg, preto e branco, com um mínimo de 300 dpi para qualidade de impressão). Os interessados devem enviar seus trabalhos para luis.cristovao@atv.pt ou luisfilipecristovao@gmail.com
Paisagem feita de tempo
Dia 28 de abril, Joãozinho Ribeiro lança seu poema maior de idade: Paisagem Feita de Tempo [capa no convite, post abaixo] (escrito em 1985), uma autobiografia poético-sentimental, retratando a São Luís da infância e adolescência do poeta. A festa acontece na Casa do Maranhão (Praia Grande), a partir das 20h. Mais detalhes esta coluna dará em breve. Aguardem!
Escrito por Zema Ribeiro às 10h52
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Deu merda!
Fui tentar postar o convite para o lançamento do livro de Joãozinho Ribeiro lá no fotoblogue e aconteceu o que tá aí no título do post. Eu não vou perder a paciência e deixar de fazê-lo. Então, turma, é o seguinte: dia 29, o poeta completa a [sugestiva idade de] 51 anos, e na véspera autografa sua Paisagem Feita de Tempo [poema já maior de idade, foi escrito em 1985]. A arte do convite, aí abaixo, é da Dupla Criação. E mais detalhes dou por aqui em breve. 'té lá!

Escrito por Zema Ribeiro às 17h18
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A volta do que não foi
["Tucanos" propagam por aí que "se as teles ainda fossem estatais, não existiria o velox, nem celulares pequenininhos etc."; não acredito nisso. Bom, depois de 24h sem lentox, estamos de volta. Depois de mais de uma semana "fora" do DM (aí nada a ver com o velox), estamos de volta também. Abaixo, o Diário Cultural de hoje]
“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida”. Repesco aqui, de memória, a frase de Vinícius de Moraes, que de poetinha nada tinha: era um poetão, poetaço, um grandessíssimo poeta. É só pra ilustrar meu retorno ao espaço, depois de alguns tropeços, desencontros, feriado, enfim: cá estamos nós, sãos e salvos, esperando o mesmo dos leitores.
Lançamento
Hoje, às 17h, no Auditório do Sindicato dos Bancários (Rua do Sol, 413, Centro), será lançado o livro “Crianças e Adolescentes com Deficiência – Direitos e Indicadores de Inclusão”, fruto de uma pesquisa realizada entre 1999 e 2003 pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). A publicação aborda a situação de crianças e adolescentes com deficiência e o atendimento especializado nas políticas de saúde e educação, além da situação de suas famílias e do perfil dos gestores das políticas públicas e suas formas de organização. Maiores informações: (98) 3214-1073 e/ou 3214-1088, com Renato Pedrosa ou Alexandrina Abreu.
Entrevistas
Quando escrevi sobre o livro “Dez Conversas – Diálogos com Poetas Contemporâneos” (Gutemberg/Autêntica Editores, 2004), de Fabrício Marques, citei Joca Reiners Terron (link ao lado), que citava Augusto Monterroso, que defendia(m) a entrevista como único gênero literário inventado na modernidade. Particularmente, adoro entrevistas. Ler no formato perguntas e respostas é algo, para mim, sempre agradável. Ou quase sempre: há entrevistados que não têm o que dizer; e entrevistadores que não sabem o que perguntar. Agradabilíssimas de ler – ainda não terminei os volumes – são as entrevistas de “As 30 melhores entrevistas de Playboy” (Editora Abril, 2005) e “3 Antonios e 1 Jobim” (Editora Relume Dumará). No primeiro, gentes boas como Gabriel García Márquez, a Turma do Pasquim (leia-se Ivan Lessa, Ziraldo e Jaguar), Henfil, John Lennon, Fidel Castro e Tim Maia, entre outros; entrevistas feitas entre agosto de 1975 e agosto de 2005, quando a revista masculina completou trinta anos. No outro volume, conversas – uma delas com os quatro, simultaneamente – com Antonios: Callado, Cândido, Houaiss e Carlos Jobim. Retratos da inteligência brasileira. Imperdíveis. E não-amareláveis.
CantaCut
Nenhum maranhense está entre os doze finalistas do CantaCut, o festival da nova música brasileira, promovido pela Central Única dos Trabalhadores. Para ouvir as músicas e votar, acesse: http://www.cut.org.br
Som do Mará
Depois de êxitos colhidos nas já tradicionais apresentações na Concha Acústica da Lagoa da Jansen, chegou a hora do Som do Mará cair na estrada. O grupo percorrerá 24 cidades do interior do Maranhão, através de projeto incentivado pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobrás. Ainda em abril, as cidades de Codó (dia 21), Caxias (22) e Timon (23) receberão Beto Pereira, Celso Reis, Daffé, Gerude, Josias Sobrinho, Marco Duailibe, Ronald Pinheiro e Tutuca. Mais detalhes, por aqui, em breve.
Escrito por Zema Ribeiro às 11h53
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Bom feriado!
Não, não sei ainda o que vou fazer na "semana santa". Mas, entre os planos, está descansar. Será que eu consigo? Essa semana não teve Diário Cultural: para terça, enviei a coluna ao jornal, que não publicou; na quinta, por isso, não enviei. Vamos ver domingo, não sei ainda.
Abaixo, texto meu, publicado no Suplemento Cultural e Literário J P Guesa Errante (link ao lado), por ocasião do lançamento de Shopping Brazil, primeiro disco de Cesar Teixeira, que batiza o espaço aqui. Saiu na edição oitenta (na página não dá para conferir a data e eu estou, agora, sem a edição impressa em mãos) do suplemento quinzenal, capitaneado pelo professor Alberico Carneiro, que teve, entre idealizadores e escribas, o próprio Cesar, que faz aniversário no sábad'aleluia, agora. E que está de folga do tradicional Testamento de Judas do Laborarte: este ano, o testamenteiro será o compositor Zeca Tocantins, sobre quem falaremos por aqui em breve.
Entre colchetes, algumas observações minhas, atuais.
"Shopping Brazil": boa música na praça de alimentação
por Zema Ribeiro
Alguns leitores do Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante hão de lembrar dele como articulista deste periódico, onde ele escreve sobre música, cultura popular, teatro e artes plásticas, assuntos de que entende; outros, pelo Testamento de Judas, que ele escreve para o Laborarte desde 1983; outros ainda pelos versos "mamãe, eu vi Boi da Lua, dançar no Planeta do Brasil" da toada "Boi da Lua", gravada por Papete no disco "Bandeira de Aço" (outra música de sua autoria), em 1978.
Carlos Cesar Teixeira Sousa, maranhense, nascido no Beco das Minas (São Luís-MA), completou, no último dia 15 de abril, 51 anos de idade [53, sábado], mais de trinta dos quais dedicados à música e à cultura popular de seu estado natal.
Parabéns a este homem que já abasteceu, com composições suas, o repertório de nomes como o já citado Papete, Chico Maranhão, Rosa Reis, Fátima Passarinho, Rita Ribeiro, Flávia Bittencourt, Dércio Marques, Chico Saldanha, Célia Maria e Cláudio Lima, dentre outros Brasil afora.
Em se tratando de cultura popular maranhense, podemos considerar Cesar Teixeira uma sumidade. Cidadão multifacetado, é artista plástico (venceu diversos concursos ainda no final da década de 60), jornalista (foi editor de Cultura de O Imparcial e integra, desde março de 2002, a equipe que faz o Guesa Errante [sairia, pouco tempo depois], poeta (venceu o Prêmio Nacional de Poesia Vinícius de Moraes, promovido pela Rio Arte, em 1996; recebeu menção honrosa pelo poema "Patrimônio Cultural Profano", no Prêmio Carlos Drummond de Andrade-MG, em outubro de 2002 [em novembro de 2005, venceu o 3º Prêmio Nacional de Poesia Cidade de Ipatinga-MG, conforme noticiado neste blogue à época]), compositor (considerado o melhor do Maranhão em 2001, por música e letra do chorinho "Ray-Ban" [à época um "blues", interpretado por Cláudio Lima em seu homônimo disco de estréia]), instrumentista (estudou violão clássico com João Pedro Borges e aprendeu outros instrumentos em boêmias rodas de samba pela Madre Deus e arredores), arranjador (Shopping Brazil é quase integralmente arranjado por ele).
O maior acontecimento do ano no cenário musical maranhense passa por ele: o lançamento de seu primeiro disco, "Shopping Brazil".
Para ávidos ouvidos
Trabalhando com música desde 1972 – quando, ao lado do poeta Viriato Gaspar, obteve o 3º lugar no III Festival da Música Popular do Maranhão, com "Salmo 70" – somente agora Cesar solta a voz num registro fonográfico que, despretensioso, consegue superar as expectativas (e intenções) do próprio compositor.
Nesse pirão musical de farta sustança, que vem acalmar ávidos ouvidos, sedentos e com fome – aqui, longe do zero – de boa música, o compositor envolve ingredientes como choro [Ray-ban], samba [Vestindo a zebra], boi-de-zabumba [Mutuca], xote [Xaveco], hip-hop [a faixa-título], coco [Parangolé], D. Elza do Caroço de Tutóia [em "Areia Branca", vinheta reproduzida no disco], D. Teté do Cacuriá [que participa em "Parangolé" e canta uma ladainha em latim, repescada por Cesar na obra do compositor Antonio Rayol], mestre Filipe do Tambor de Crioula [na vinheta "Vila de São Vicente], o mestre pregoeiro Antonio Vieira [que divide os vocais com Cesar e d. Teté em "Parangolé"], João Pedro Borges [que arranja e toca violão em "Flor do Mal"], e diversos outros temperos que, se ali não são “visivelmente audíveis”, podem ser notados por influenciarem a cabeça de Cesar, esse inteligente liquidificador que agora nos entrega pronto um trabalho maravilhoso, para que escutemos, reciclando a alma.
Escrito por Zema Ribeiro às 17h52
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doze de abril de dois mil e seis, quinze horas e dezessete minutos
no jornalismo, só não acredite em uma coisa: prazo. zema ribeiro
Escrito por Zema Ribeiro às 15h17
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Diário Cultural de ontem, domingo, 9 de abril
Abaixo, o Diário Cultural de ontem, publicado com algumas falhas nossas e algumas do Diário da Manhã. Explico: estava eu escrevendo o texto, quando bateram a vassoura na tomada do computador; aí, quando o reiniciei, o word pediu que eu salvasse o arquivo para não perder informações, o que fiz; pedi para “salvar como” na área de trabalho, sem perder nada; daí fiz a revisão, acrescentei uma coisa aqui, tirei outra ali. Na hora de copiar o arquivo em disquete para levar ao jornal (estou sem internet em casa), botei o arquivo velho, que foi com algumas informações a menos. A falha do DM: o texto foi feito para ser página inteira, com fotos de Hilda Hilst e Sérgio Sampaio, e reproduções das capas dos discos [disponíveis no fotoblogue]; acabou saindo espremido em nosso espaço. Saravá!
Saravá, Malditos Cruéis!
O maranhense Zeca Baleiro inaugura o selo Saravá Discos para lançar projetos especiais e estréia de forma bonita: “Cruel”, disco póstumo do compositor capixaba Sérgio Sampaio, e “Ode Descontínua e Remota Para Flauta e Oboé – de Ariana Para Dionísio”, dez poemas da poetisa paulista Hilda Hilst musicados por ele, fã e amigo dos dois “malditos” que inauguram este selo. De qualidade.
Nem Sérgio Sampaio nem Hilda Hilst apareciam entre os malditos adorados pelo maldito Zeca Baleiro em sua canção “Maldição”, que encerrava “Vô Imbolá”, seu segundo disco de carreira, onde aparecia “Tem Que Acontecer”, canção do primeiro aqui citado, já gravada pelo maranhense no “Balaio do Sampaio”, em 1998.
A “Maldição” de Zeca Baleiro diz: “o meu coração não quer dinheiro, quer poesia”. Sinceridade comum em sua obra, ele capaz de dar guinadas sem perder o rumo, vide seu último disco.
E por não querer dinheiro, querer poesia, Zeca inventa mais uma: acaba de inaugurar a Saravá Discos, selo dedicado a lançar projetos especiais, como é o caso dos que acabaram de sair do forno, em tiragens de três mil exemplares cada – projetos realmente especiais: “Cruel”, disco póstumo do compositor capixaba Sérgio Sampaio, e “Ode Descontínua e Remota Para Flauta e Oboé – de Ariana Para Dionísio”, poemas de Hilda Hilst musicados por Zeca Baleiro e interpretados por (na ordem do disco) Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Maria Bethânia, Jussara Silveira, Ângela Ro Ro, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Olívia Byington, Mônica Salmaso e Ângela Maria.
Cruel
Em 1987, Zeca Baleiro meteu-se a editar uma revista cultural em São Luís do Maranhão. Ele e uma turma: Joãozinho Ribeiro, Henrique Bois, Sérgio Castellani e Solange Bayma. “Umdegrau”, a revista teve apenas um número, que deveria ter saído com uma entrevista com Sérgio Sampaio, com quem Zeca havia topado, ao assistir um show dele. Como o “maldito” de Cachoeiro de Itapemirim – terra de “sua majestade” Roberto Carlos – demorou a respondê-la, a revista saiu assim mesmo e a entrevista permaneceu inédita até agora, resgatada no luxuoso encarte de “Cruel”.
“‘Cruel’ era uma gíria muito usada pelo João [filho de Sérgio Sampaio], que aparece na letra da música, para designar algo bom; tipo, o atacante que fazia muitos gols era ‘cruel’”, explica-nos Sérgio Natureza, parceiro de Sampaio, organizador da homenagem póstuma “Balaio do Sampaio”.
Sérgio Sampaio subiu em 1994, pouco depois de gravar as demos aproveitadas por Baleiro, confiadas a ele pela família do autor de “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua”. Ao “esqueleto”, voz e violão, deixado por Sérgio, Zeca, que não aparece como instrumentista no disco, acresceu “carne sonora” à altura do que Sampaio vinha fazendo: compondo cada vez melhor.
(continua)
Escrito por Zema Ribeiro às 09h09
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Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão
O outro lançamento da Saravá Discos é a “Ode Descontínua e Remota Para Flauta e Oboé – De Ariana Para Dionísio”, que traz dez poemas da poetisa paulista Hilda Hilst. Os poemas são do livro “Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão”, no trecho homônimo que batiza o disco.
Com admiração de fã, ao lançar o primeiro disco, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, Zeca Baleiro enviou um exemplar do trabalho à poetisa, sem maiores pretensões. Quando o ouviu, ela ligou para o maranhense: “Literatura não dá camisa a ninguém. Quero ser famosa, cansei dessa história de prestígio”, disse, como ele relata no encarte do disco. Dias depois, Baleiro recebeu um disquete com toda a obra poética de Hilda. Nascia ali uma amizade com admiração mútua.
O maranhense começou a pensar e a trabalhar, e antes do falecimento da autora d“A Obscena Senhora D”, em 2004, já havia obtido dela, que ouviu e opinou sobre as canções, o aval para a realização do disco, feito sem pressa, sem exigências contratuais, charme e sinceridade no clima medieval encontrado por Baleiro nos poemas do trecho que dá nome ao biscoito.
Não, não é a estréia musical de Hilda: em 1960 ela foi parceira bissexta do sambista ítalo-paulista Adoniran Barbosa, que compôs algumas poucas músicas inspiradas em versos da autora; no ano seguinte, o músico Gilberto Mendes compôs “Trova I”, inspirada em poema de “Trovas de Muito Amor Para um Amado Senhor”, dela.
Se “literatura não dá camisa a ninguém”, como disse Hilda Hilst, estão aí seus poemas vestidos com a cumplicidade de fã e amigo de Zeca Baleiro pelas vozes de Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Maria Bethânia, Jussara Silveira, Ângela Ro Ro, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Olívia Byington, Mônica Salmaso e Ângela Maria. Como diz a Canção V: “e no meu quarto se fez verbo de amor”. Poemúsica. Puro, pura.
Saravá!
Saravá é interjeição de saudação, herdada de escravos. Saravá saúda a boa música brasileira. Ouvidos, ávidos de boa música, saúdam a Saravá. O selo inaugurado por Zeca Baleiro dedica-se a lançar projetos especiais, como é o caso dos dois aqui tratados. Tiragens pequenas registrando obras essenciais, que poderiam ficar esquecidas.
Entre os planos de Baleiro para o selo estão um disco de outro maldito, Walter Franco, um de músicas infantis, um de músicas pornográficas, além do registro de uma pequena parte da obra do falecido compositor maranhense Lopes Bogéa, este último já em andamento. Os discos podem ser comprados através do site do compositor maranhense, http://www.zecabaleiro.com.br
Escrito por Zema Ribeiro às 09h08
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