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Participei, ano passado, do 2º concurso Contos & Poemas de Uma Noite de Inverno, promovido pela Unibrasil, em Curitiba-PR. O resultado saiu ontem, e com o poema abaixo, fiquei em 8º lugar. Os dez primeiros em cada categoria serão publicados em uma antologia, a sair ainda em 2005.
Outro maranhense premiado é Marcos Fábio Matos, amigo e professor (link ao lado): 3º lugar.
Sobre o poema: homenagem a/influência de Tom Zé, o gênio de Irará, com seu “Se o caso é chorar”.
24 HORAS
Se ocaso é chorar
derrama dia
tuas lágrimas sobre mim
mostra-me lua
teu brilho: puro marfim
O fim de tudo é a morte
e precisamos todos sorrir
Se aurora é sorrir
mostra-me noite
tua face risonha
o aparecer do sol
e o desabrochar da flor
Tudo começa no nascimento
e todos nascemos chorando
Escrito por Zema Ribeiro às 09h07
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A PEDIDO:
Mercedes Benz (Ricardo Aleixo e Gil Amâncio) gravada por Patrícia Ahmaral em sua Vitrola Alquimista (Não se contentem: ouçam o disco!).
Felicidade ap em Miami
Jóias raras
Sogro banqueiro, caviar
Cara na “caras”
Para os homens de bem
Os homens de bens
Os homens de Mercedes Benz
Graça divina, lucro certo
Ilhas no sul
Metralhadora, muros altos
Pit bull
Propina, cocaína
Amigo deputado
Bala no pente, caixa dois
Voto comprado
Angústia, depressão
Óleo na pista
Travestis, tiro na testa
Hasta la vista
Escrito por Zema Ribeiro às 15h22
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O sítio poesia.net (www.algumapoesia.com.br) está distribuindo via e-mail, semanalmente, um boletim de... isso mesmo: poesia! Esta semana, destaque para o poeta mineiro Ricardo Aleixo (link ao lado). Abaixo, um poema dele. (Trilha sonora recomendada para audição: Mercedes Benz, dele com Gil Amâncio, na voz de Patrícia Ahmaral, em Vitrola Alquimista).
PAUPÉRIA REVISITADA
Putas, como os deuses, vendem quando dão. Poetas, não. Policiais e pistoleiros vendem segurança (isto é, vingança ou proteção). Poetas se gabam do limbo, do veto do censor, do exílio, da vaia e do dinheiro não). Poesia é pão (para o espírito, se diz), mas atenção: o padeiro da esquina balofa vive do que faz; o mais fino poeta, não. Poetas dão de graça o ar de sua graça (e ainda troçam — na companhia das traças — de tal “nobre condição”). Pastores e padres vendem lotes no céu à prestação. Políticos compram & (se) vendem na primeira ocasião. Poetas (posto que vivem de brisa) fazem do No, thanks seu refrão.
Escrito por Zema Ribeiro às 08h39
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CÉSAR NASCIMENTO NA TV - 2
Então, a Conversa Afinada (vide post abaixo) continua hoje. É uma série, vai até sexta e terá reprise (resumida) no sábado. César dá entrevista, canta e conta com depoimentos de pessoas importantes à sua carreira. Vale a pena conferir! TVE Brasil, 23h30min.
Escrito por Zema Ribeiro às 12h35
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Abaixo uma tradução de Arthur Rimbaud, pelo maranhense Ferreira Gullar. O poema foi pescado do Portal Literal (http://www.portalliteral.com.br), que abriga os endereços oficiais de Gullar, Luis Fernando Veríssimo, Lygia Fagundes Telles, Rubem Fonseca e Zuenir Ventura. Vale uma visita!
Lá ia eu com as mãos em meus bolsos furados; O paletó também se tornara irreal; E sob aquele céu, Musa! eu era teu vassalo; E imaginava amores nunca imaginados!
Nas calças um buraco e eu só tinha aquelas. - Pequeno Polegar das rimas, sonhador, Instalei meu albergue na Ursa Maior. - Lá no céu o frufru de seda das estrelas...
Eu as ouvia, sentado à beira das estradas, nas noites boas de setembro, quando o orvalho revigorava-me a fronte como um vinho;
E em meio às sombras fantásticas, então, dedilhava, como se fossem lira, os elásticos de meus sapatos, o pé junto do coração!
Escrito por Zema Ribeiro às 11h37
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CÉSAR NASCIMENTO NA TV
O cantor e compositor César Nascimento é a atração desta terça, 15/3, às 23h30min, no programa Conversa Afinada, na TVE. Lá o músico falará de seus projetos para 2005, de seu mais recente trabalho, o cd Serenin, além de mostrar músicas de cunho próprio. Confiram!
Escrito por Zema Ribeiro às 00h25
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14 de março, dia da Poesia
E tive um fim de semana maravilhoso, dividindo cervejas com Cesar Teixeira (sexta, madrugada adentro), Gildomar Marinho e Joãozinho Ribeiro (sábado). Hoje de manhã recebi um e-mail/homenagem de Joisiane Gamba (junto com os três poetas supracitados) e o segundo cometeu os versos abaixo:
Vivo à margem, junto, dentro, imerso Sou ribeiro que avista no rio os céus O caudal e a calma dos leitos dispersos Tenho a vida e a morte como dois troféus Um me tira o mar, dá-me o medo, o fim Um me leva à coragem de outros ilhéus
(Gildomar Marinho, aos Ribeiros Zema e Joãozinho)
Escrito por Zema Ribeiro às 14h27
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Acabou a eleição lançada pelo Idelber Avelar (link ao lado, O Biscoito Fino e A Massa). O grande vencedor foi A Tábua de Esmeraldas, Jorge Ben de 1974. Cliquem aqui para ver a lista completa. Entre os 30 mais votados, somente dois figuram em minha lista: Acabou Chorare (1972), dos Novos Baianos em 20º lugar, e Olho de Peixe (1993) de Lenine e Marcos Suzano, em 22º lugar.
Escrito por Zema Ribeiro às 22h18
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ISSO É VERDADE!
Trecho de uma entrevista com o poeta Ademir Assunção, por ocasião do lançamento de seu livro "Zona Branca", em 2001. Para ler a entrevista completa, vá no link ao lado.
Como você explica no livro, "zona branca" é um tipo de presídio de segurança máxima, localizado fora do espaço-tempo para abrigar rebeldes e dissidentes. Isso seria uma metáfora para a poesia? Na sua opinião, qual o espaço ocupado pela poesia hoje, num ambiente cultural bárbaro e caótico?
É uma metáfora não só para a poesia mas para a arte em geral. Não devemos nos iludir: as esferas de poder político e social não gostam dos artistas. Artistas causam problemas. Questionam, criticam, ironizam, desequilibram os jogos de poder. Como poeta, tenho nas mãos uma instrumento capaz de causar alterações perceptivas. Primeiro, em mim mesmo. Então, batalho para que a poesia contamine mais pessoas. O espaço que a poesia ocupa é exatamente aquele que os poetas conseguem fazer com que ela ocupe. Tenho muitos amigos e amigas mais jovens, que desconheciam poesia. Quanto leram Rimbaud, Ginsberg, Cruz e Souza, Leminski, Augusto dos Anjos, Fernando Pessoa, enlouqueceram, se apaixonaram por poesia. Qualquer pessoa que tenha sangue quente correndo nas veias cai de quatro ao ler um poema como "O Assinalado", de Cruz e Souza. Penso que os poetas devem abandonar os guetos acadêmicos, a "zona branca", e invadir as cidades, difundir a poesia. Ou ficaremos nos cantos, chorando como viúvas, lamentando eternamente a falta de leitores.
Escrito por Zema Ribeiro às 19h02
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