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De Moara Gamba, recebi hoje a seguinte mensagem, no celular:
"Cada vez que escuto esse cd que tu me deste de aniversário, acho ele mais fantástico".
Liguei as coisas e lembrei que hoje é aniversário de Zé Modesto, compositor cujo disco de estréia, Esteio, entrou no meu top10 da música brasileira (entre 1950 e 2005), numa blogagem provocada pelo amigo Idelber Avelar (link ao lado). A Zé Modesto os sinceros votos de parabéns deste blogue.
A quem ainda não o ouviu, recomendo. E deixo vocês com a letra de Calendário, uma das belíssimas faixas do disco, parceria de Zé com o brilhante Gero Camilo (desse vocês lembram, né?):
eu gostaria já que é sábado de aleluia aleluiar contigo, amor descer Cristo da cruz pra acabar com esta dor já que é domingo de páscoa quero pascoar contigo descer Judas da corda devolver-lhe o beijo e pendurar seu mal já que é terça de carnaval pular contigo meu deus-arlequim teu deus-pierrô faz que é dia seis é dia de reis quero reinar contigo tocar violão na janela derrubar vaso de flor
Escrito por Zema Ribeiro às 11h33
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LINKS...
Dica muito útil para estudantes de jornalismo (e jornalistas!): leiam o Decálogo do Resenhista, escrito por Nelson de Oliveira. Tá lá na Cronópios (link ao lado). Do homem estou lendo O Século Oculto. Recomendo.
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Arrebatador! Pra dizer o mínimo. Tô falando de O Adeus de Camila, texto do Bortolotto (link novo aí do lado). Leiam!
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Conheci Bruno Barata pessoalmente ontem. Já o conhecia virtualmente. Mais um (alô, Rose Ferreira!), mas não "apenas" mais um. E tome link novo aí do lado!
Escrito por Zema Ribeiro às 11h18
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A VIDA É (E PRECISA CONTINUAR SENDO) UMA FESTA!
[Antes, um aviso: isso não é jornalismo. É apenas um desabafo de quem compra esta briga e endossa este manifesto]
Há mais de três anos, dois acontecimentos culturais legitimados pelo povo acontecem semanalmente (e por que não dizer religiosamente) na Praia Grande, movidos apenas pela paixão de quem os faz e seu compromisso com a arte e a cultura popular: A Vida é uma Festa!, show musical, poético e performático capitaneado pelo multiartista Zé Maria Medeiros, sempre às quintas-feiras, e o Tambor de Crioula da Feira da Praia Grande, organizado pelos feirantes da antiga Casa das Tulhas, às sextas.
[Vejam bem, eu disse três anos, não três semanas ou três meses. Quem é que estava na administração municipal? Pois é, continua o mesmo! Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo! Pois ele (ora, vocês sabem de quem estou falando!), se não é o mesmo, fica pior a cada dia que passa.]
Há algumas semanas, numa visível atitude antidemocrática e inconstitucional, o espetáculo das quintas-feiras vem sendo ameaçado por fiscais da SEMTHURB, "cumprindo ordens de um certo Cel. Alcino", secretário-adjunto do órgão.
Pois bem, caros amigos e leitores: a Cia. Circense de Teatro de Bonecos está devidamente regularizada, tanto do ponto de vista jurídico quanto fiscal. Os que acompanham as duas manifestações aqui citadas mais de perto sabem que, ao término do "tambor na feira", o grupo sai para dançar em frente à Cia. Circense. Gente, isso é legítimo, o povo vai, o povo vê, o povo participa. É tradição, porque não dizer?
A gota d'água (parte um): o coronelzinho tentou proibir a realização do show de Zé Maria (e cia. ilimitada); não conseguiu, pois sua licença está em dia. Daí proibiu a realização da apresentação do tambor fora da feira (que todos sabem, também, tem hora pra fechar); eles sem autorização tiveram que deixar de realizar a tradicional (repito, tradicional!) apresentação. Agora eu pergunto: por que diabos há a necessidade de (e desde quando?) autorizações para manifestações artísticas naquela área da Praia Grande? "Obstrução da via pública", dizem os "coronelistas" de plantão. Ora, todos sabemos que por ali não passam automóveis e nunca um pedestre teve sua passagem obstruída. Eu, por exemplo, já atravessei aquela rua quando o(s) show(s) estava(m) acontecendo. E do outro lado, bares "obstruem" a via pública com mesas e cadeiras. Engraçado, não? Contraditório, não?
A gota d'água (parte dois): A Cia. Circense (devidamente regularizada, como já dito aqui) foi pedir ao órgão (ir)responsável, autorização para que o grupo de tambor-de-crioula continuasse a fazer as apresentações ali, ao sair da feira. (Gente, que mal há em se dançar ou tocar uma guitarra ou um saxofone na porta de casa?) A resposta do "coronelzinho": "Ah! não, aí já é demais... eu já te dei autorização, agora tu queres para o tambor? Pois a tua licença termina em julho, e por isso, eu não vou renová-la" (dirigida à Zé Maria Medeiros).
[Ontem, durante o debate "Liberdade de Pensamento e Expressão Artística", dentro do ciclo Diálogos Interculturais, organizado pelo Fórum Cultura Cidadã, nem o apagão calou a boca dos que querem discutir para onde a atual gestão municipal está levando a cidade, principalmente no que diz respeito às questões culturais; nem o blecaute nos tirou a liberdade. Só não consigo imaginar que isso tenha sido armação para nos silenciar por ter sabido depois que a cidade toda ficou no escuro. E antes que acusem-me de levantar um falso: do jeito que anda a carruagem, isso não é nada difícil]
Hoje será lido um manifesto durante A Vida é uma Festa! Um manifesto a favor da liberdade. Mas antes de tudo, um manifesto a favor da arte. Vamos lá dizer sim à liberdade e à arte. E dizer não a quem quer nos prender, como nos versos de Cesar Teixeira. Se estamos descontentes, vamos mostrar os dentes. Mas com sorrisos, em vez de mordidas (isso é pra os do outro lado!). Podem vir armados: nós estamos com flores, palavras e notas musicais. Até os dentes!
Escrito por Zema Ribeiro às 12h20
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LIVRETO E DEBATE
Daqui a pouco estarei na platéia dos Diálogos Interculturais. Sobre o assunto, postei nota aqui, dia 25/7. Vejam! E apareçam!
Hoje dei a última olhada para o material que virará "Uma Crônica e Um Punhado de Poemas de Amor Crônico". Já, já, o amigo Marco Pólo Haickel começa a imprimir tudo. É uma sensação estranha, engraçada, indescritível, ininteligível.
Sobre o lançamento (data, local etc.) volto a postar por aqui, assim que eu tiver informações.
Por enquanto, fiquem com um dos poemas que está lá:
canção para juliana, prima da mulher amada
poema cometido na segunda-feira, de ressaca do dia das mães, quando aconteceu o encontro do poeta com a prima da mulher amada.
te encontro, prima,
no bar do léo.
o nosso céu
é formado por tarrafas
e capas de discos de vinil.
fotografias
traduzem os dias
que contam histórias.
quantas histórias
a gente contará?
vestes rosa,
ela, verde,
eu, amarelo.
tudo é tão belo,
brasil, mangueira.
e bem podia ser portela:
cartola
ou paulinho da viola.
e o som na vitrola
era elomar.
o grupo conversava
assuntos diversos,
e eu pensando nos versos
com que iria escrever
um poema pra agradecer
a tua paciência, atenção
e cumplicidade,
pois você sabe da verdade
que eu trago em cada rima
onde canto minha paixão
por tua prima.
9/5/2005
Escrito por Zema Ribeiro às 17h48
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DEU N'O IMPARCIAL DE HOJE
Ontem foi dia do escritor. O Imparcial de hoje traz em texto de Eduardo Júlio, uma reflexão sobre a "profissão escritor". Publico abaixo somente o último trecho do texto. Um pouco de autopropaganda, um pouco de preguiça de digitar.
ALTERNATIVA Para driblar as barreiras editoriais, o estudante de comunicação Zema Ribeiro, 23, optou pelas facilidades da Vírus Editora, coordenada pelo também escritor Marco Polo Haickel, que publica livros de forma artesanal. Zema está prestes a lançar a sua primeira obra, o livro em formato de cordel, intitulado "Uma Crônica e Um Punhado de Poemas de Amor Crônico". Ele conta que o fator econômico determinou a escolha de uma forma alternativa de publicação. "Não teria dinheiro para bancar uma edição mais elaborada". Ao todo, o jovem autor gastou R$ 600, para ver mil cópias do seu livreto (como prefere chamar) chegar ao público leitor. "Dessa forma ganham o autor e o leitor, porque o livro sai barato para ambos. Isso estimula a cultura literária", conclui.
Escrito por Zema Ribeiro às 09h36
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DIÁLOGOS INTERCULTURAIS, 2ª RODADA
Dando continuidade ao ciclo de debates DIÁLOGOS INTERCULTURAIS, o Fórum Cultura Cidadã discutirá na próxima quarta-feira, 27/7, às 19h, no Teatro Alcione Nazaré (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande), o tema Liberdade de Pensamento e Expressão Artística. Na mesa: palestrante: José Carlos Madeira (juiz); debatedores: Zé Maria Medeiros (músico, poeta, produtor cultural), Marília Mendonça (vereadora) e Josemar Pinheiro (advogado); mediador: Magno Cruz (engenheiro, Rádio Conquista, SMDH). Haverá apresentações artísticas. Os debates são abertos ao público e têm entrada franca.
Escrito por Zema Ribeiro às 12h55
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LUÍS CARLOS PINHEIRO, DE GRAJAÚ/MA
Uma ótima sensação sempre me percorre quando tenho acesso a uma obra de arte inédita, discos, mais especificamente. Assim ocorreu com os trabalhos de Wilson Zara, Flávia Bittencourt, Nando Cruz, Cesar Teixeira e Nego Ka’apor (este último ainda inédito).
Dias atrás viajei até Estreito/MA, pelo projeto Imprensa Turística Itinerante, idealizado e realizado pelo amigo Gutemberg Bogéa. No meio da galera, o compositor Uimar Cavalcante. De volta à Ilha, liguei para Nando Cruz e, na conversa, soube que ele estava produzindo um disco de Jessé, cantor e compositor de Grajaú/MA.
Calma, caros leitores! Não pensem que uma coisa nada tem a ver com outra. Explico: Uimar Cavalcante é parceiro de Luís Carlos Pinheiro, compositor da mesma cidade de Jessé, seu principal intérprete. Com isso foi só juntar as informações e escrever sobre – já devia ter feito isso há tempos, mas a minha crônica irresponsabilidade não permitiu – um disco inédito – mais um, mas não “apenas” mais um – ao qual tive acesso: Luís Carlos Pinheiro.
Encherei o saco de quem me lê com mais uma observação: é de Grajaú também outro parceiro de LCP, o compositor Bebé, autor de “Fátima” (belamente interpretada por Daffé em seu “Somente Solo”) e parceiro – com Gilvandro Martins – de Zara em “Zaratustra”, belíssimas músicas que tenho ouvido bastante nos últimos tempos.
Vamos ao disco: quinze gravações “caseiras” de Luis Carlos Pinheiro, acompanhado de seu violão. Estão lá “Aboio”, “Terra” e “Bandas do Destino”, parceria com Uimar Cavalcante, entre outras. A voz grave – um bonito trovão – de LCP transita entre a alegria de Ednardo e a tristeza de Elomar. E explico: quando digo “tristeza de Elomar”, trata-se de um elogio a LCP, já que o compositor baiano é um de meus prediletos no cenário da música produzida no Brasil em todos os tempos.
Não conheço Grajaú/MA. Mas conheço, como já disse, algumas músicas produzidas lá, através de FEMUG’s (Festivais de Música de Grajaú), da passagem de Zara por lá – cumprindo punição na CEF, quando à época era funcionário da instituição financeira – e histórias contadas pelo amigo Celso Cardoso – também violonista, membro da Confraria do Bigode, que se reúne religiosamente aos sábados no bar homônimo, no Renascença – que a propósito, foi quem me apresentou o disco sobre o qual escrevo agora. Com a audição de LCP, espero visitar a cidade em breve. E espero que em breve os caros leitores deste blogue possam ouvir este bom trabalho.
Escrito por Zema Ribeiro às 12h42
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