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Rapidim...

Correndo. Blogando só pra não perder o vício. Com calma, só lá pra segunda-feira, creio. Terminei a leitura de Memória de Minhas Putas Tristes, mais recente do Gabriel García Márquez. Em breve escrevo sobre ele por aqui. Só antecipo: o livro fala de paixão. Parece um pouco comigo. Sim, estou apaixonado. Até!

***

Tá rolando a I Conferência Municipal de Cultura (programação completa num post abaixo); no auditório central da UFMA.



Escrito por Zema Ribeiro às 09h49
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Festejem, essa é a ordem!

Um toque: dentro da programação da III Semana Nacional Pela Democratização da Comunicação, rola uma festa hoje no ChezMoi Cyber Bar (Rua do Giz, em frente à Praça da Faustina). Bruno Barata e Pataugaza (poetas linkados ao lado) tiram um som que só vendo/ouvindo pra crer. Às 20h. Ingressos à venda no local e/ou com a estudantada.

Escrito por Zema Ribeiro às 14h46
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Sobre "referendo" e "pólo siderúrgico"

Posições deste blogueiro sobre os assuntos elencados: no referendo do próximo dia 23, voto sim, voto 2 [amanhã tem passeata às 16h, saindo da Igreja da Sé até a Praça Deodoro. A organização é do Comitê Sim à Vida Sem Armas]; sobre o pólo siderúrgico, sou contrário à sua instalação na Ilha de São Luís.

Ora, um blogue é (neste caso), antes de mais nada, um laboratório. Abrimos espaço agora para Ricardo Milán, amigo que ganhei na Faculdade (ele é meu colega de turma no curso de Comunicação Social / Jornalismo da São Luís). Abaixo, dois textos dele sobre os assuntos acima.

Referendo, arma da paz

Esta semana já temos um compromisso muito importante, vamos decidir uma questão de suma relevância para a sociedade brasileira e dar um recado ao mundo. Dia 23 de outubro será realizado o referendo para que a sociedade decida se o comércio de armas de fogo e munições será extinto ou não em território brasileiro.

Na última década as mortes por armas de fogo registradas no Brasil superaram o número de vítimas de 23 conflitos armados no mundo, perdendo apenas para as Guerras Civis de Angola e da Guatemala. Nesse período morreram no Brasil 325.551 pessoas, em média 32.555 mortes por ano. Os dados fazem parte do estudo "Mortes Matadas por armas de fogo no Brasil 1979 - 2003".

É muito importante que a sociedade informe-se, discuta, analise, e participe do processo depositando a sua opinião, mas tenham muito cuidado, pois o lobby dos grandes fabricantes de armas é enorme.  Afinal que industrial gostaria de perder um mercado tão próspero como o Brasil, com aproximadamente 100.000.000 de consumidores, inclusive com o discurso da arma que protege, alegando que o cidadão é que precisa da arma para se defender. Mas esse papel não é do estado?  Os lobbystas  da indústria de armas argumentam que quem compra arma legalmente é o "cidadão de bem". Isto é verdade, só que precisa ser explicado à população que toda arma ilegal já foi um dia "legal", e por alguma razão acabou entrando para o mercado negro, desta forma caindo nas mãos de bandidos. Aqui em São Luis tivemos um exemplo prático disto há algumas semanas, quando três ex-detentos mataram um vigilante para roubar-lhe a arma e assim usá-la em assaltos por toda a cidade. O que nós precisamos é pressionar as autoridades para que cumpram o seu papel e nos dêem segurança. Vamos mostrar sensatez e maturidade, e dar o primeiro passo para a erradicação das armas de fogo no mundo.

 

Progresso, para quem?

O Governo do Estado, a Prefeitura de São Luis e a Companhia Vale do Rio Doce tem se esforçado bastante para a implantação do pólo siderúrgico na ilha de São Luis. Com um discurso de como esta implantação traria empregos e aumentaria sensivelmente a pauta de exportações do Estado, os dirigentes estaduais tentam mascarar os estragos que um projeto desta magnitude traria ao meio ambiente de toda a ilha de São Luis.

Para implantar as três siderúrgicas em São Luis seria necessário mudar a lei de zoneamento da região na qual o projeto seria instalado, que atualmente é registrada como área rural e residencial. Para fazer estas mudanças, a câmara municipal tem que realizar audiências públicas para discutir essa nova lei de zoneamento. Isso só como pré requisito técnico, e as questões sociais? O que fazer com as pessoas que moram nestas comunidades, como mudar a sua aptidão, o seu modo de vida, seria tão simples assim?  Estas perguntas precisam ser exaustivamente debatidas. No entanto se não fosse a pressão dos movimentos sociais tudo já teria sido arranjado a toque de caixa, porque infelizmente as autoridades não têm preocupação alguma com os impactos sociais e ambientais decorrentes da implantação desse projeto.

Não somos contra o progresso, mas precisamos encontrar um local apropriado para a instalação de um projeto tão grande como este, um local no qual os danos sociais e ambientais sejam absorvidos de uma forma menos traumatizante. A siderurgia é uma industria altamente poluente e danosa ao meio ambiente, principalmente de um ecossistema frágil como é o caso da ilha de São Luis.

O governo do estado alardeia a criação de pelo menos doze mil empregos, mas se esquece de levar em conta que terá que deslocar para outra área dez mil famílias que moram e tiram seu sustento daquele lugar. Importante frisar que eles são agricultores, e não metalúrgicos, ou seja, em que serão beneficiados? Alem de perder seu vínculo com a terra onde nasceram, perderam seus empregos e de seus familiares que tem como aptidão a lavoura. Não podemos deixar que aconteça com estas famílias o que aconteceu com as comunidades quilombolas de Alcântara, quando da instalação do Centro Espacial, e que até hoje sofrem as conseqüências de sua remoção.

É importante que toda a sociedade esteja vigilante a este processo de criação do pólo siderúrgico, pois já foram detectados inclusive problemas relativos ao estudo de impactos ambientais apresentado pela companhia Vale do Rio Doce. Segundo fontes do Movimento Reage São Luis, chegaram ao ponto de falsificar os mapas da região, omitindo as 57 nascentes que há na região em que seriam implantadas as fábricas. Isso mostra exatamente o grau de comprometimento que os interessados na vinda do pólo tem com o meio ambiente. Em uma época que todas as nações desenvolvidas estão banindo as chamadas "industrias sujas", o governo do Maranhão quer trazer para São Luis 80% de toda a produção de aço do Brasil, numa demonstração clara de quem está na contramão dos anseios de uma sociedade evoluída.

É imprescindível a mobilização de todos para que esta desastrosa iniciativa de implantação não seja concretizada. Para isso nós jornalistas temos o importante papel de esclarecer a população de todos os possíveis danos que poderão ser causados  com a vinda deste projeto para a ilha de São Luis, como o aumento de chuva ácida, a possibilidade de contaminação do solo e a geração de resíduos sólidos.



Escrito por Zema Ribeiro às 11h09
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Mariana Bradford

Em agosto, essa carioquinha escreveu em seu blogue sobre o livreto "Uma crônica e um punhado de poemas de amor crônico". Texto elogioso, me fez contente enfim. Sincero, sei. E ela terminava o post assim: "Ah, como invejo quem sabe escrever poemas!". E via messenger, a gente conversava, e eu sempre elogiava a prosa dela (link ao lado, confiram!) e pedia que me mandasse poemas, o que nunca fez. Pois achei o rápido abaixo por lá e o copiei aqui.

CORROMPIDA

Menina atrevida
Fez de tua rosa
Cor rompida



Escrito por Zema Ribeiro às 10h22
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Matinê

"Todo mundo já brincou na rua". Assim, com o tema A turma da rua, começamos o convite aos colaboradores da 2ª edição do Matinê Gafieiras, nosso especial infantil para adultos. O plano era simples: registrar a infância de diferentes épocas por meio de histórias de turmas da rua, saber das músicas e sons que serviram de trilha sonora para todo tipo de aventura, e depois jogar nas mãos de artistas gráficos que ilustrariam tudo isso. Foi o que fizemos e a caixa de entrada encheu. Alguns foram para outros lados, mas o traçado da memória é assim mesmo, sinuoso, e um tema pode ficar apertado como sapato novo. Apresentamos, então, a rua do Matinê 2005.

Esse texto aí é o de apresentação da nova edição do Matinê Gafieiras. Cheguei lá via blogue do Marcelino Freire. E clicando aqui você lê o texto do maranhense Celso Borges.



Escrito por Zema Ribeiro às 13h51
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Sobre gavetas e links...

Andei arrumando as gavetas da alma. Joguei fora tudo o que não presta. Penso. Posso dizer-me hoje, um homem feliz, apesar de algumas coisas ainda por resolver. Tipo, o que joguei fora, das gavetas, aguarda pacientemente pela passagem do carro de lixo.

Arrumando as gavetas aqui do blogue: os links aí ao lado agora estão em ordem alfabética.



Escrito por Zema Ribeiro às 13h29
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I Conferência Municipal de Cultura de São Luís do Maranhão

Confira aqui a programação completa. Para maiores informações: conferenciamunicipaldeculturaslz@yahoo.com.br, zemaribeiro@gmail.com

19/10/2005, quarta-feira
19h - Solenidade de abertura (Auditório Central - UFMA)
· Assinatura do protocolo de intenções pelo Prefeito de São Luís, Excelentíssimo Sr. Tadeu Palácio
19h30min - Conferência: "Plano Nacional da Cultura"
· Márcio Meira (Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura)
 
20/10/2005, quinta-feira
8h15min - Mesa redonda (Auditório Central - UFMA): "Educação, comunicação e cultura"
Palestrante: Prof. Dr. Gilmar de Carvalho (Comunicação Social/UFC)
Coordenador: Prof. Dr. Arão Paranaguá de Santana (Artes/UFMA)
Debatedores: Profª. Drª. Ester Marques (Comunicação Social/UFMA) e Humberto de Maracanã (Produtor Cultural)10h - intervalo
10h30min - Grupos de trabalho (Centro de Ciências Humanas (CCH) - UFMA)
· GT 1 - Comunicação e cultura
· GT 2 - Educação e cultura
13h - almoço
14h30min - Mesa redonda (Auditório Central - UFMA): "Memória e patrimônio cultural"
Palestrante: Antonio Vieira (Doutourando em Antropologia, Universidade de Barcelona)
Coordenador: Jeovah França (Especialista em Políticas Culturais, Poeta e Pesquisador)
Debatedores: Margareth Figueiredo (Especialista em Museologia, PRODETUR) e Ananias Martins (Mestre em História, PRODETUR-MA)
16h - intervalo
16h30min - Mesa redonda (Auditório Central - UFMA): "A cultura como direito"
Palestrante: Bernardo Novaes da Mata Machado (Mestre em Ciências Sociais, Cientista Político do Centro de Estudos Históricos e Culturais Fundação João Pinheiro/MG)
Coordenadora: Profª. Drª. Arleth Santos Borges (Ciências Políticas/UFMA)
Debatedores: Luís Fernando Cabral Barreto Junior (Promotor, Titular da Promotoria de Justiça Especializada na Proteção do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural) e Joberval Bertoldo (Vereador, Câmara Municipal de São Luís)18h - Grupos de trabalho (Centro de Ciências Humanas (CCH) - UFMA)
· GT 3 - Memória
· GT 4 - Plano diretor para a cultura
· GT 5 - Cultura e cidadania
20h - Atração artística

21/10/2005, sexta-feira
8h15min - Mesa redonda (Auditório Central - UFMA): "Economia da Cultura"
Palestrante: Luis Carlos Prestes Filho (Coordenador do Núcleo de Estudos de Economia da Cultura da Incubadora Cultural Gêneses PUC-Rio)
Coordenadora: Maria do Socorro Araújo (Secretária Adjunta da SETUR - Secretaria Municipal de Turismo de São Luís)
Debatedores: Itevaldo Junior (jornalista, Fórum Municipal de Cultura de São Luís), Jaubas Alencar (Gerente de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste - BNB/MA) e Letícia  Franco (CVRD)
10h - intervalo
10h30min - Grupos de trabalho (Centro de Ciências Humanas (CCH) - UFMA)
· GT 6 - Geração de trabalho e renda na área cultural
· GT 7 - Mecanismos de financiamento culturais público e privado
13h - Almoço
14h30min - Mesa redonda (Auditório Central - UFMA): "Gestão pública da cultura"
Palestrante: Hamilton Faria (Poeta, Mestre em Ciências Sociais, Instituto Polis, Fórum Intermunicipal de Cultura (FIC), Faculdade de Artes Plásticas - FAP/SP)
Coordenador: Josias Sobrinho (Produtor Cultural, Poeta e Compositor)
Debatedores: Lúcia Nascimento (Produtora Cultural e Atriz, FUNC), Joãozinho Ribeiro (Especialista em Propriedade Intelectual, Poeta, Compositor, Fórum Municipal de Cultura de São Luís)
16h - intervalo
16h30min - Grupos de trabalho (Centro de Ciências Humanas (CCH) - UFMA)
· GT 8 - Processos de participação popular
· GT 9 - Sistema municipal de cultura
18h30min - Atração artística

22/10/2005, sábado
8h30min - Plenária e relatório final (Auditório Central - UFMA)
12h - Encerramento



Escrito por Zema Ribeiro às 13h12
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Semana Mundial da Alimentação

por Franklin Douglas*

A partir deste Domingo (16 de outubro) – Dia Mundial da Alimentação, estende-se, Brasil afora, a Semana Mundial da Alimentação (16 a 22 de outubro). Há 25 anos esta data vem sendo referência comemorativa, incentivada pela Organização da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO). A FAO foi criada em 16 de outubro de 1945 e comemora 60 anos, este ano.

O objetivo é ter um período no qual governos e sociedade voltem sua atenção para a fome e a insegurança alimentar que afetam centenas de milhões de pessoas. Para que atentem e debatam publicamente o direito humano à alimentação. Uma vez que nos referimos a situação de 826 milhões de pessoas que passam fome no mundo, a 156 milhões de crianças menores de cinco anos que sofrem de desnutrição grave.

No Brasil, este ano de 2005 traz uma especial mobilização. A partir do chamado do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), governos e entidades organizam atividades várias com o fim de construir junto à população brasileira a luta por este direito a uma alimentação saudável, indissociável dos demais Direitos Humanos.

É neste sentido que se busca socializar que a segurança alimentar é mais do que comer e beber. Não adianta ao ser humano comer arroz e ovo, ovo e arroz, todos os dias, pois não é somente o elemento quantidade que explica o estágio de segurança alimentar e nutricional, mas também a qualidade. Portanto, quantidade e qualidade são as duas faces da mesma moeda chamada alimentação saudável. É assim que desnutrição e obesidade expressam o desequilíbrio de um destes componentes.

É isto que, também, expressam as Diretrizes Voluntárias da ONU para o direito humano à alimentação. Daí por que a Semana Mundial da Alimentação traz consigo uma ampla divulgação deste documento e convida poder público, entidades e, especialmente, cidadãos e cidadãs a subscrevê-la. O simples fato de assinar expressa simbolicamente o compromisso – e, anteriormente, a consciência do problema – de que a fome e a miséria devem ser pautados, refletidos e ter solução sustentável almejada.

Se a luta por segurança alimentar e nutricional será presente enquanto o sistema que a gera existir, é crescente a consciência de que tal sistema só acabará mediante uma organizada força social que coloque em xeque a ele e suas conseqüências: desemprego, miséria, violência, falta de educação, saúde, cultura. O povo brasileiro tem fome de comida, mas também de direitos e de beleza. Ampliar a luta por direitos é potencialmente diminuir a exclusão social que faz de homens e mulheres objetos descartáveis, às vezes apenas visíveis a muitos pelo impacto de palafitas ou crianças pedintes nos semáforos.

Esta luta foi o legado deixado para nossa geração por Josué de Castro e Betinho, para ficar apenas em dois símbolos. Que esta semana mundial da alimentação seja um despertar de mais corações e mentes por uma sociedade justa, solidária, fraterna, sem fome e desigualdades. Se um tiver sido tocado, sobretudo um jovem (cercado que está pelo mundo do consumo), já estaremos sendo exitosos!

* Franklin Douglas é jornalista, professor universitário e preside o Conselho Estadual de Segurança Alimentar (CONSEA-MA); e-mail: franklindouglas@elo.com.br



Escrito por Zema Ribeiro às 12h21
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III Semana Nacional pela Democratização da Comunicação

Acontece até o próximo dia 22/10, a III Semana Nacional pela Democratização da Comunicação. Confira a programação para o dia de hoje, segunda, 17/10:
7h às 12h - Ato público e panfletagem no Terminal de Integração (Praia Grande)
14h - Oficina de idéias: A mídia e a violência contra crianças e adolescentes (Facilitador: Agência Matraca) Local: Faculdade São Luís
17h - Lançamento da Pesquisa da Agência Matraca (Local: Faculdade São Luís)
18h30min - Painel: Oligarquias midiáticas e direito à comunicação
Painelistas: - Kamila Mesquita (Coordenação da Enecos), Walter Rodrigues (Colunão) e Magno Cruz (Presidente do Conselho Diretor da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos). Local: Faculdade São Luis
Para conferir a programação completa, deixe seu e-mail na caixa de comentários ou escreva para zemaribeiro@gmail.com

***

Dia 19 começa a I Conferência Municipal de Cultura de São Luís. Mais detalhes por aqui, em breve.



Escrito por Zema Ribeiro às 10h52
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