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clima de carnaval

1.
acabo de enviar, por e-mail, ao diário da manhã, minha coluna de amanhã; escrevo sobre cabeça elétrica, coração acústico, disco novo de silvério pessoa. tem sua porção carnavalesca frevada pernambucana; mas como os outros discos de silvério, um trabalho para ser ouvido em qualquer época.

2.
ouvindo carmen miranda, coletânea acervo (1993). "vou me atirar na gandaia / pois só assim vivo bem", ela canta em dona balbina, no exato instante em que escrevo aqui.



Escrito por Zema Ribeiro às 10h09
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Link

1.
Depois de 73 obsessões e 73 bichos, Índigo ataca novamente: 73 subempregos. Link novo ao lado.

2.
Enquanto isso, o blogueiro bebe 73 cafezinhos por dia. Trabalhar ao lado da garrafa é foda!



Escrito por Zema Ribeiro às 11h23
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Diário Cultural de hoje

É Carnaval!

“Vou sair / não sei se voltarei / não me entendas mal / hoje é carnaval”, cantava Nelson Cavaquinho. “No carnaval eu sempre saí fingindo / que passo a minha vida inteira a cantar / três dias pra sorrir / um ano pra chorar / mas desta vez a ilusão não vai me pegar”, filososamba Elton Medeiros. Los Hermanos avisam: “todo carnaval tem seu fim”. Seja qual for o seu pensamento, é chegado o carnaval. Diário Cultural dá as dicas. Você se programa.

Hoje: Te Gruda No Meu Fofão

Acontece hoje, a partir das 18h, na Viva Água (Rua das Gaivotas, quadra 2, lote 1, Renascença II, atrás do Medical Center) apresentação do espetáculo “Te Gruda No Meu Fofão”, que mistura música carnavalesca e teatro de rua. A concepção original do espetáculo critica acontecimentos carnavalescos e políticos. A produção é do Laborarte.

Amanhã: Bigurrilho

Acontece amanhã, a partir das 18h, o tradicional Baile do Bigurrilho, que este ano muda de local e agitará a Casa do Maranhão (Praia Grande). Fazem a festa a Banda do Vandico, com participações especiais de Rosa Reis e Smith Junior. Uma promoção do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho.

Segunda: mais Laborarte!

Dia 27, segunda-feira de carnaval, acontece o tradicionalíssimo Carnaval de Segunda, uma festa de primeira. Em frente ao Labô, no casarão 42 da Rua Jansen Muller. Confira a programação: 15h: tambor de crioula; 16h: baile da chupeta; 18h: brincadeiras tradicionais; 23h: show Fuzarca, com diversos artistas maranhenses; e à meia noite, mais brincadeiras tradicionais. Gratuito.

Quarta-feira: o Carnaval não acaba terça!

Uma boa dica é curar – ou aumentar – a ressaca no Mikarroça, em Rosário/MA, a 60km da capital. A partir do meio-dia de quarta-feira, desfile do bloco irreverente, cujos carros alegóricos são enfeitadas carroças puxadas por jumentos. Há, também, eleição da rainha gay do carnaval. A concentração acontece em frente ao Bar do Meio, próximo ao Terminal Rodoviário.

E no mais...

Bom, no mais, o de sempre: sexo seguro (leia-se: use camisinha!) e trânsito seguro: se for dirigir, não beba; se for beber, não dirija! E com isso, trânsito livre no carnaval. Divirtam-se! (Esta coluna não entrará em recesso no período carnavalesco).



Escrito por Zema Ribeiro às 09h15
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Artista da Terra

O texto abaixo foi publicado no Jornal Cazumbá, edição 23, de 15/2/2006. [Seguem, entre colchetes algumas observações do perfilado]. A foto que ilustra o texto está disponível em nosso fotoblogue, link ao lado.

De bem com a vida com Zema Ribeiro

Estar à vontade e de bem com a vida é o jeito simples de ser de Zema Ribeiro (prefere, inclusive, ser chamado pelo apelido, como já é conhecido). Aos 24 anos, o estudante de Jornalismo da Faculdade São Luís, que divide o tempo dos estudos [eu deveria estudar mais, admito] e do trabalho, com a poesia [escrevo cada vez menos poesia; não quero ser lembrado como poeta num futuro, breve ou não. Minha poesia é muito limitada. Prefiro ser reconhecido como um bom jornalista, ético, honesto etc. Se eu conseguir isso, serei feliz, profissionalmente. Mas não é uma decisão minha como serei reconhecido, se é que serei] e prosa, já publicou um livro [livreto], “Uma crônica e um punhado de poemas de amor crônico”, em 2005 (a primeira e renegada obra) [renegada sim!, renegada mesmo!: eu já disse que não falo mais do assunto. Quem conseguiu, conseguiu; quem não, eu já não faço mais a mínima questão de vender ou passá-la]. Mas prefere, ao lançar o segundo trabalho [não publicarei nada tão cedo], amadurecer mais a idéia e não se precipitar nas armadilhas de amor que a vida apronta [lembro do Ronaldo Bressane (link ao lado) me dizendo uma vez: “você não precisa publicar pra ninguém (ele se referia à público); tem que se sentir seguro. É isso que você quer? Então publica”. Eu devia ter ouvido o “conselho”; ele sabia o que dizia, ele sabe o que diz].

A iniciação de Zema na literatura começou cedo, aos 13 anos [acho que todo mundo passa por isso, né? Eu já tive uma ânsia, tipo, tudo o que eu escrevia era pensando: “oba!, mais um (poema) pro livro”; já não acontece. Cresci. Acho.]. “No início era mais o impulso de escrever para as garotas [de novo: acho que todo mundo já passou por isso; quem atira a primeira pedra?], uma produção infantil. Mas com o tempo percebi que a poesia estava no meu dia a dia”, ressaltou o jovem poeta [argh!]. Atualmente seu trabalho, além de exteriorizar os sentimentos amorosos [meus sentimentos amorosos são, agora, particulares; viram que/como caiu o número de poemas aqui neste blogue?], está engajado também com as causas sociais: Zema finalizou um estágio na Sociedade Maranhense de Direitos Humanos [continuo sócio daquela entidade; atualmente estou estagiando no Sindicato dos Ferroviários].

Tendo como ídolo, tanto no campo das artes como no aspecto profissional e pessoal, o cantor, compositor, poeta e jornalista Cesar Teixeira [(hoje) amigo pessoal, mas antes de tudo, um ídolo, como dito], Zema Ribeiro vislumbra um futuro no Jornalismo Cultural. Pretende se formar, fazer especialização, mestrado [talvez, sinceramente] e trabalhar na área da produção cultural. “O envolvimento cultural em nosso Estado é muito limitado. Para você lançar um livro, por exemplo, tem que atuar em todas as frentes: produção, captação [de recursos] e confecção” [por exemplo: o livro de Joãozinho Ribeiro ainda não foi publicado por isso, creio], desabafou o estudante, que vê em outro aluno de Jornalismo, Heuben Júnior [é o Reuben, linkado aí do lado], um jovem de futuro brilhante.

Assinando uma coluna semanal no jornal Diário da Manhã (terças, quintas e domingos) e escrevendo para o blog http://olhodeboi.zip.net, Zema vai levando a vida [melhor que nunca!]. No periódico, os leitores encontrarão dicas de cultura, resenhas de livros, trabalhos literários, inseridos também no endereço eletrônico já mencionado. Para esse jovem estudante e poeta [argh! argh!], aproveitar o melhor da vida é isso: trocar idéias, poemas, prosas com os amigos espalhados em todo o país, através da rede de relacionamentos via internet, resquícios da época que estagiava no Banco do Nordeste, assistir boas aulas e tomar aquela cervejinha bem gelada! [faltou “namorar”...]



Escrito por Zema Ribeiro às 14h58
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Diário Cultural de hoje

Ligeirinhas

Festival, lançamento, a babel escatológica madredivina e vinte anos sem Nelson Cavaquinho. Ligeiras aqui no Diário Cultural. Confira!

I Festival Sabará de Música

O Núcleo Artístico e Cultural da Cidade Operária (NACCO) promove nos dias 18 e 19 de março o I Festival Sabará de Música. O festival acontece em comemoração aos vinte anos daquele conjunto habitacional. As inscrições podem ser feitas entre os dias 6 e 11 de março na Associação de Moradores do Jardim América (Av. 3, s/n, Jardim América). Para maiores informações: 3247-6830 (manhã), 3247-2410 (tarde), artenacco@ig.com.br e/ou http://www.no.comunidades.net/nacco

Laranjeira

Acabam de sair, com o selo da Laranjeira Produções, três discos de Saulo Laranjeira. A caixa com os três títulos, que pode ser adquirida por R$ 75,00, traz “Coletânea”, “Assunta Brasil” e “Faróis do Tempo”. Os discos podem ser comprados também separadamente. Mais no site http://www.saulolaranjeira.com.br e mais em breve, aqui no Diário Cultural.

A babel escatológica madredivina

Domingo. Carnaval no circuito madredivino. O de sempre: porta-malas abertos, música (ruim) a todo volume. Na Praça da Saudade, um palco. Mas os barraqueiros não se contentam: cada um com seu som, geralmente nada a ver com carnaval. O folião não sabe no que se concentrar; e se soubesse e tentasse, não conseguiria. Como bem disse um amigo/ídolo, quando lhe perguntei, sexta-feira, se ele iria à Madre Deus no fim de semana: “Madre Deus? A Madre Deus não existe mais!”.

Há vinte anos Nelson Cavaquinho passava a se chamar saudade

Um dos maiores sucessos de Nelson Cavaquinho é, com certeza, “Quando eu me chamar saudade”, gravado pela dama Elizete Cardoso: “depois que eu me chamar saudade / não preciso de vaidade / quero preces e nada mais”, diz a letra, que falava da morte, tema recorrente em sua obra. Há vinte anos, em 18 de fevereiro de 1986, Nelson subia. Boêmio inveterado, o senhor de cabelos prateados é autor de diversos clássicos do cancioneiro nacional: “Rugas”, “Pranto de Poeta”, “Folhas Secas” e “Luz Negra”, entre outras. Diário Cultural homenageia o compositor transcrevendo a letra de uma de suas mais belas músicas, acreditando em sua mensagem. “Juízo Final”:

“O sol há de brilhar mais uma vez,
a luz há de chegar aos corações,
do mal será queimada a semente,
o amor será eterno novamente.
É o juízo final,
a história do bem e do mal.
Quero ter olhos pra ver
a maldade desaparecer”.



Escrito por Zema Ribeiro às 13h17
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um poeminha épico

por causa do “épico” de caetano veloso, no “araçá azul” em 1972

nunca quis botar fracasso
em parada de sucesso
joguei fora todas as menções honrosas
e agora guardo na estante, apenas o teu porta-retrato



Escrito por Zema Ribeiro às 11h23
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Sobre "A Vida de Seu Francisco", dois Lances De que lembrei Agora...

1.
As notas abaixo, ao fim da matéria, não foram publicadas no Diário da Manhã.

2.
A foto que ilustra o texto está em nosso fotoblogue, link ao lado. Você pode vê-la clicando aqui.



Escrito por Zema Ribeiro às 16h23
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A Vida de Seu Francisco

[Diário Cultural de hoje]

Era quarta-feira à tarde e o sol inclemente esmorecia a Ilha de São Luís quando “Diário Cultural” toca a campainha da casa de Chico Maranhão. O arquiteto-músico abre a porta pessoalmente, trajando uma camisa preta com a propaganda de um arraial de uma escola de inglês da capital maranhense, bermuda e sapatilha. A sala divide o espaço com a garagem (ou é o contrário?), onde "dormem" um [veículo] gol branco, uma parelha de tambor de crioula, uma escrivaninha, uma lancheira e muitos, muitos livros. A seguir, recortes do rápido papo [ao fim da entrevista, ele desculpa-se: "daqui a pouco tenho que dar aula"].

A arquitetura da casa na rua Graça Aranha, Centro, causa estranheza: a garagem toma a frente e mistura-se à sala. "Esta é uma casa do século passado, anos quarenta, cinqüenta. São Luís está muito alterada, tem hoje uma quantidade muito grande de asfalto, para a qual ela não foi projetada. Há quarenta anos, a Ilha tinha uma temperatura de dez graus à noite; hoje, não fica em menos de vinte e cinco. As casas têm que ser readaptadas. Isso aqui era uma porta-e-janela, a reforma é necessária para se criar um ambiente saudável", explica Chico, professoral, sobre suas idéias para o espaço reformulado por ele.

Sobre a "entrada" da arquitetura em sua vida, conta: "Quem mora numa cidade como São Luís tem arquitetura na alma, queira ou não queira. A cidade foi muito bem feita pelos mestres dos séculos XVIII e XIX. Nasci num sobrado tradicional, meu interesse por arquitetura não se dá somente quando vou para São Paulo estudar. Quem mora assim, com um avarandado, irá se interessar de qualquer forma por arquitetura. Minha música tem muito a ver com arquitetura. Diversos amigos dizem que eu sou um arquiteto-músico". Lembra-se de Chico de Assis, amigo seu, dos idos tempos em Sampa: "O Chico dizia que o arquiteto é uma profissão em disponibilidade, adaptável a qualquer coisa. A formação do arquiteto é muito criativa". E acrescenta: "Mas na verdade eu não me considero arquiteto nem músico. Sou um criador, um homem criador, um cidadão que faz coisas e procura fazê-las com qualidade".

Mais que de agora: lances de sempre

Em 1969, Chico Maranhão estréia em disco. O antigo escritório de publicidade de Marcus Pereira vira gravadora a partir do lançamento de um disco brinde que trazia, de um lado, músicas de Chico Maranhão, que à época assinava somente "Maranhão" [assim os amigos o chamavam, dada a procedência nordestina] e do outro, Renato Teixeira. "Só eu e Renato temos esse privilégio na música brasileira, um disco em parceria em início de carreira. Se pensarmos em Caetano e Gil, por exemplo, não há", coloca.

Diversos nomes talentosos foram descobertos, Brasil afora, pela gravadora Discos Marcus Pereira, entre os quais Cartola e Canhoto da Paraíba. Em 1978, a gravadora colocava dois antológicos discos (de) maranhenses no mercado: Bandeira de Aço, de Papete, e Lances de Agora, de Chico Maranhão. Se o primeiro reunia um time de compositores de primeira linha — Josias Sobrinho, Cesar Teixeira, Sérgio Habibe e Ronaldo Mota —, o segundo reunia, para registrar canções de autoria do “maior compositor vivo do Maranhão”, na opinião do jornalista e poeta Roberto Kenard, um não menos importante time de músicos — Arlindo Carvalho, Antonio Vieira, Sérgio Habibe, Paulo Trabulsi e Ubiratan Sousa, entre outros — e foi gravado entre os dias 22 e 25 de junho de 1978 na sacristia da Igreja do Desterro.

Indagado sobre a(s) diferença(s) entre os trabalhos [seu disco nunca teve reedição em cd], Chico Maranhão não se mostra rancoroso e comenta: "São dois destinos diferentes. O Bandeira de Aço, por mais que seja um disco da Marcus Pereira, tem um cuidado especial dado pelo Papete. As músicas foram levadas para São Paulo, trabalhadas, e o disco foi feito. Em Lances de Agora, não: meu disco é muito mais amador, muito mais ingênuo, romântico, descompromissado com o mercado. Era uma reação à posição da Rede Globo, não era pra tocar na novela. De certa forma, eu paguei um preço, com muito orgulho. Mas esse preço ainda será ressarcido, quem sabe. Um dia será reconhecido". Essa postura é mantida até hoje na obra de Chico Maranhão. "E acho que sempre será assim", completa o próprio.

Gerações

Sobre a nova geração, Chico opina: "Estou com 63 anos e me sinto com 25, graças à qualidade que busco sempre. Cada vez mais a peneira se fecha buscando qualidade, seja enquanto artista, seja enquanto pessoa. Em relação à minha geração, a diferença básica é que éramos ingênuos e isso é fundamental. A geração de hoje é completamente diferente: competente, decidida, autoritária, competitiva. Falta um pouco de inexperiência, de olhar algo e se impressionar. Banalizou-se tudo. Falta autenticidade. Mas há muita gente boa fazendo coisas novas e boas por aí".

E continua: "O manguebit foi uma experiência interessante do Nordeste, aqui do nosso lado. Quando eu fiz a Ópera Boi, cheguei a ser colocado no mesmo balaio, no mesmo padrão. Aproximou-se Recife de São Luís, misturou-se um pouco com Hermeto Pascoal. Achei isso interessante". E cita matéria de Tárik de Sousa, no Jornal do Brasil, à época, fazendo essas comparações.

Magistério

Antes mesmo de concluir a graduação, Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho [nome de pia de Chico Maranhão] já ajudava no departamento de projetos da escola de Santos/SP. Aqui ele lembra como entrou no magistério: "Recém formado fui dar aulas, há quase quarenta anos. Muito tempo depois, quando fiz a Ópera Boi, cansei, resolvi dar um tempo. Mas como não consigo descansar, revisei toda a arquitetura e fiz uma tese de mestrado, coisa que eu me devia [a tese virou livro, intitulado “Urbanidade dos Sobrados”, que deverá ser lançado ainda este ano, junto a dvd, disco, e songbook]. A partir daí, comecei a querer ver como estava a arquitetura em São Luís. Formou-se o curso de Arquitetura do CEUMA e fui dar aulas lá. Foi uma grande mudança de vida. Eu não sou professor, eu estou professor. Uma aula é diferente de um show, embora toda aula seja um show. É arte e ciência. A minha aula hoje, é artística e científica; a minha obra também".

Para dar aulas, Chico carrega seu material em uma lancheira azul. O fato chegou a causar algumas reações, "o preconceito", como ele mesmo frisa. Depois os alunos gostaram. "Sou um artista que dá aulas", diz. "Elementos como este, ajudam a quebrar barreiras entre professor e alunos. O aluno precisa do professor, muito. E no Maranhão, precisa muito mais. Não há conhecimento se não houver liberdade", arremata, de forma certeira.

Serviço

O único disco de Chico Maranhão disponível no mercado é “Só Carinho” (1997). Lá, há, entre inéditas, uma regravação de “Pastorinha” – clássico de seu repertório, lançado no antológico e já citado “Lances de Agora”, 1978. Este mais recente trabalho pode ser adquirido com a produção do compositor, através do e-mail lenavido@hotmail.com


Notas

Sobre o título: No disco “Fonte Nova” (1980), de Chico Maranhão, há uma música chamada “A Vida de Seu Raimundo”, que “trata da morte do jornalista Wladmir Herzog, mesclando-a com a violência ‘popular’”, segundo afirmou o compositor durante a entrevista.

Sobre o texto: A presente matéria foi escrita com base em entrevista dada por Chico Maranhão a Zema Ribeiro em 23 de novembro de 2005; tratava-se de trabalho acadêmico para a disciplina Jornalismo Revista, ministrada pela professora Ana Patrícia Choairy, no quarto período do curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da Faculdade São Luís. [O texto sofreu pequenas alterações para efeito de publicação no Diário da Manhã].



Escrito por Zema Ribeiro às 11h53
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