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por causa de um comentário no blogue de ronald robson...
... agora linkado aí ao lado
o cabelo inventa o vento. eu reinvento o penteado: parto, com o pente coloco pro lado, e deixo de lado qualquer tormento.
elimino maus pensamentos, que eles não valem a pena. ao menos, nem tanto. se canto, não encanto e logo canso. desisto. durmo cedo. e acordo tarde, despenteado.
Escrito por Zema Ribeiro às 12h23
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Cruel
Arrigo pra Itamar. E agora Zeca Baleiro pra Sérgio Sampaio. Sérgio Sampaio é capixaba, da mesma Cachoeiro do Itapemirim que viu nascer sua majestade, Roberto Carlos (que tem seu cruzeiro real acompanhado por Xico Sá na Trip desse mês, já nas bancas). O maior sucesso do "maldito" - assim o rotularam, fazer o quê? - é "Eu quero é botar meu bloco na rua", gravado e regravado por aí. Pelo Saravá Discos - selo criado por Baleiro para lançar projetos especiais, como este - acaba de sair "Cruel", que reúne catorze composições de Sampaio, a grande maioria inéditas. As bases de SS foram mantidas e a estas, Zeca acrescentou uns poucos instrumentos.
Em tempo: a amiga Adriana Bueno me conta que em breve será lançado um site sobre Sérgio Sampaio. Que ele ajude-nos a encontrar a obra do músico.
Em tempo, ainda: saiu, também pelo Saravá, um disco com poemas de Hilda Hilst musicados por Zeca; nele, o universo de Hilda cantado por Ângela Maria, Ângela RoRô, Jussara Silveira, Maria Bethania, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Olívia Byington, Rita Ribeiro, Verônica Sabino e Zélia Duncan.
Sobre Cruel, em breve resenha com mais detalhes por aqui. O disco está à venda em http://www.saravadiscos.com.br
Escrito por Zema Ribeiro às 11h35
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A missa do amigo Arrigo
Quando eu disse que era amigo de Reuben e Gisele Brasil (não necessariamente nessa ordem, creio), Larissa Leda virou e disse: "Isso reforça a minha tese de que o mundo só tem oitocentas pessoas". Concordo, é por aí. Dessas oitocentas pessoas, quase vinte lêem meu blogue. Dessas quase vinte, todas sabem quem é Arrigo Barnabé. E sabem também quem é Itamar Assumpção. E isso não é mérito do blogue. Nem do blogueiro. No resto da subtração, é possível encontrar pessoas que os conheçam também. Mas a maioria dos oitocentos menos quase vinte, com quem convivo em todos os lugares que vou (ou não) - casa, rua, igreja, boteco, faculdade (não necessariamente nessa ordem, também) - não sabem. Infelizmente. Li, dias atrás, notícia que dava conta de que o compositor de Clara Crocodilo gravará uma missa em homenagem ao Nego Dito. Recebi da amiga Adriana Bueno, que está assessorando este trabalho de Arrigo, o release abaixo, que me deixou ainda mais ansioso. Só sossego quando o disco me chegar às mãos. Paciência, Zema! É esperar. Vai valer a pena, pode ter certeza!
Arrigo Barnabé grava Missa que escreveu para Itamar Assumpção
Na próxima semana começam os ensaios para a gravação da “Missa In Memoriam Itamar Assumpção”, escrita por Arrigo Barnabé para homenagear o amigo falecido em 2003. Com patrocínio da Petrobras e produção executiva de Carlos Careqa, o cd será gravado em março e sairá ainda no primeiro semestre pelo selo Thanx God/Tratore.
A Missa será executada por uma orquestra, com formação instrumental que contempla madeiras, metais, cordas e principalmente percussão, e um coro de 12 vozes, com regência do maestro Tiago Pinheiro. Escrita em latim, a Missa reproduz o texto da missa católica e é formada por seis partes: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei, às quais Arrigo acrescentou citações de Itamar.
O cd ampliará o alcance da homenagem póstuma do amigo Arrigo, como dizia o próprio Itamar em uma de suas canções, que teve uma única apresentação em outubro de 2004, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Esta é a segunda vez que Barnabé compõe uma obra do gênero. Em 2003 escreveu uma Missa para acompanhar a mostra dedicada ao artista plástico Arthur Bispo do Rosário, no Centro Cultural Banco do Brasil.
Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção fizeram história na música brasileira. Quando apareceram no cenário musical, não ficou nada no lugar. O Nego Dito e o Clara Crocodilo mudaram os rumos da música brasileira nos anos 80. A energia desta convivência está na Missa escrita por Arrigo: “o que nós vivenciamos em nossa estrada, as experiências, angústias e as pequenas alegrias divididas, tudo isso criou lastro suficiente para abastecer emocionalmente e para gerar um entusiasmo capaz de alicerçar esta obra”.
Escrito por Zema Ribeiro às 12h58
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O delito de uma gangue de bons desenhistas
[Diário Cultural de hoje]
Iramir Araújo, acompanhado de outros bambas do universo HQ brasileiro, lançam hoje o álbum “Corpo de Delito”, que reúne, entre inéditas e já publicadas, diversas histórias do delegado Augusto “Caolho” dos Anjos, de já um clássico dos quadrinhos maranhenses.
Preto e branco é um charme. Seja na tv, no cinema e, principalmente, nos quadrinhos. O crime, quando ficção, também é um charme. Há até quem ache que o crime compensa. E talvez compense mesmo. Ou não? O criminoso da vez é Iramir Araújo. Sim. Deve ser crime ser talentoso no Maranhão, não sabiam, caros leitores? A reclusão/pena é o total desconhecimento por parte do público. Pois é. Criminosos, ele e uma “gangue” que arregimentou: Beto Nicácio, Marcos Caldas, Bruno Azevedo, Ronilson Freire, Carlos Sales, Salomão Júnior e Luiz Saidenberg. Este último, reconhecido nacionalmente, Iramir conheceu virtualmente: “Há tempos escrevo sobre quadrinhos. Um dia escrevi sobre um trabalho dele e o texto, de um jeito ou de outro, caiu-lhe nas mãos. Começamos a trocar e-mails e, tempos depois, ele pediu para desenhar um roteiro meu. O resultado está aí”, conta, sobre uma das histórias que compõem o álbum “Corpo de Delito”, que será lançado hoje, às 19h na Galeria de Arte do SESC (Av. Gomes de Castro, 132, Centro).
“Corpo de Delito” reúne diversas histórias, entre publicadas e inéditas, de Augusto “Caolho” dos Anjos, delegado de polícia criado por Iramir Araújo e publicado pela primeira vez em 1982. Qualquer semelhança entre o delegado, obra da mente criativa de Iramir, e o poeta paraibano, dono de versos como “o beijo, amigo, é a véspera do escarro, / a mão que afaga é a mesma que apedreja”, não são meras coincidências: ambos são, para usar um lugar-comum, malditos. Caolho é um obstinado que não brinca em serviço. E não brinca, mesmo quando está brincando: no álbum, encontramos o personagem, por vezes, largando uma cerveja gelada pelos bares do Centro Histórico ludovicense – a Ilha de São Luís é palco de todas as aventuras ali narradas – para manter a ordem. Caolho combate ferozmente traficantes de drogas, de órgãos, ladrões, estupradores.
Caolho é um super-herói, sem superpoderes ou cuecas por cima das calças. Surgido nos mesmos becos e ruas onde combate crimes em São Luís, é, como disse Euclides da Cunha sobre o nordestino, “antes de tudo, um forte”. Iramir Araújo comete o pecado – ou crime, como já dito anteriormente – de ser talentoso em São Luís do Maranhão. Mas é, também, antes de tudo, um herói: o herói dos roteiros de “Corpo de Delito”, verdadeiro cinema impresso.
Serviço
O quê: Lançamento da HQ “Corpo de Delito” Quem: Iramir Araújo, Beto Nicácio, Marcos Caldas, Bruno Azevedo, Ronilson Freire, Carlos Sales, Salomão Junior e Luiz Saidenberg. Onde: Administração/Galeria de Arte, SESC (Av. Gomes de Castro, 132, Centro) Quando: hoje, às 19h. Quanto: R$ 5,00 (preço promocional de lançamento; o álbum será vendido em bancas de revista por R$ 6,00).
Escrito por Zema Ribeiro às 08h38
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Domingo
[O Diário Cultural que fiquei devendo. Com atraso, culpa minha, embarquem na Nave Maria...]
Quantas orações pela chegada de Nave Maria?
Nave Maria, único disco de Tom Zé ainda não reeditado em cd, acaba de chegar ao mercado em formato digital. Agora é esperá-lo no mercado ludovicense, que recebe uns sopapos do colunista. Por enquanto, vale a pena apelar para a internet; e a coluna recomenda aos leitores o blogue de Mauro Ferreira.
Nave Maria
Charles Gavin – para muitos, infelizmente, apenas o baterista d’Os Titãs – continua com seu projeto de relançar em cd, diversos títulos da música popular brasileira. Entre obscuros, esquecidos e outros que ninguém entende por que é que nunca haviam sido relançados. Acabam de chegar às lojas – alô mercado ludovicense! – vinte e cinco títulos, resultados do mais recente trabalho de pesquisa empreendido por Gavin. Entre eles, vale destacar “Nave Maria” (1984), único disco lançado por Tom Zé na década de oitenta do século passado, e seu único trabalho ainda não relançado em formato digital depois que o Talking Head David Byrne o re-descobriu, começo dos anos noventa. E o único título do gênio de Irará que ainda não figura em minhas torres (de cds).
Ao saber da notícia, esta coluna manteve contato, via e-mail, com D. Neusa Martins, esposa e assessora do compositor baiano, mas eles ainda não tinham visto como ficou o disco, que traz canções como a faixa título (dos versos “quando eu cheguei / entrei na terra / por uma cratera / chamada nascer”, que entrou na coletânea “The Best Of Tom Zé”, lançada no mercado ianque em 1990 por David Byrne), “Conto de Fraldas” (regravada por Tom Zé em seu “Jogos de Armar – Faça Você Mesmo”, e pelos mineiros do Tianastácia) e “Identificação” (que virou “1, 2, Identificação” em “Imprensa Cantada”).
Em tempo, uma informação “sugada” do blogue de Mauro Ferreira (dica abaixo): “Mr. Tom Zi” (assim o chamam nos Estados Unidos) participará do próximo disco do Cake, grupo liderado por John McCrea, fã confesso do baiano.
O colunista continua tentando contato com o titã, para sugerir-lhe o relançamento de algumas pérolas de Chico Maranhão.
Alô, mercado ludovicense! Aqui ou na internet?
A Coyote nº 14 sai em março. Para quem não sabe, trata-se de excelente revista editada por Ademir Assunção [link ao lado], Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. É distribuída pela Iluminuras. Os ilhéus que gostam de poesia e literatura de qualidade poderão comprá-la em alguma livraria daqui ou terão que apelar para a internet?
Marisa Monte acaba de lançar dois discos. Um de linhagem pop, outro de sambas. Os ilhéus fãs da cantora poderão comprá-los em lojas locais ou terão que apelar para a internet?
Aos renitentes: não é o caso de eu me mudar já que acho o mercado lento, ruim ou coisa parecida etc., amém! É, sim, o caso de eu tentar contribuir para mudá-lo (para melhor). Eis (aqui) a minha modestíssima contribuição.
E por falar em internet: navegar é preciso!
Voltamos a arriscar recomendar alguns sites/blogues que merecem visitas. Da série “Navegar é preciso!”, capítulo perdi as contas. Vale a pena o blogue de Mauro Ferreira [aqui, na versão impressa, o vacilo: o endereço não foi publicado, falha nossa]. Música para os olhos. Atualizadíssimo. Plural. Lá é possível saber de Ben Harper a Babado Novo. De Alcione a Bruce Springsteen. De Tom Zé a Detonautas. Da portelense Marisa Monte a Velha Guarda do Império Serrano. Confira!
Escrito por Zema Ribeiro às 08h32
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hoje é dia da poesia e eu não vou falar disso.
1. "poesia, fezes és" [ronaldo bressane, em abril de 2003. saiba o contexto clicando aqui]
2. "toda família tem um drama. graças a deus - ou não - nem todas têm um escritor" [eu, ontem]
Escrito por Zema Ribeiro às 12h20
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Toques e falhas
[Diário Cultural de hoje. Aos que acompanham, por aqui, esse trecho de versão on-line do jornal Diário da Manhã, fico devendo o de domingo passado, por aqui, no mais tardar, amanhã]
Iramir Araújo e outros “bons elementos” lançam novo álbum de HQ: “Corpo de Delito”. O violeiro Paulo Freire de sítio novo na internet. Uma ligeiríssima memória do show de Nando Reis, duas erratas e “mais um” problema com o serviço Velox – que deveria mudar de nome. Estaremos atentos, tentando evitar que as falhas – de nossa responsabilidade – não se repitam.
Corpo de Delito
Iramir Araújo e outros bambas do universo HQ maranhense lançam, quinta-feira, 16/3, o álbum “Corpo de Delito”. O evento acontecerá nas dependências do SESC (Administração, Galeria de Arte) a partir das 19h. O SESC fica na Av. Gomes de Castro, 132, Centro. Mais detalhes por aqui, em breve.
Navegar é preciso!
Quem está de sítio novo é o violeiro Paulo Freire. Em http://www.paulofreire.com.br é possível saber mais de sua carreira, discografia etc. E em breve, por aqui, resenha de “Avarandado”, mais novo título lançado por sua esposa, a competente cantora Ana Salvagni.
Errata
Antes de mais nada: por falha do colunista, o endereço do recomendado blogue de Mauro Ferreira não foi publicado no domingo (Diário Cultural de 12 de março). Segue agora: http://odia.terra.com.br/blogs/mauroferreira. Repito: música para os olhos!
Nando Reis e mais um vacilo do colunista
Casa cheia. Coisa rara de se ver em São Luís: bom show com bom público (vide apresentações por aqui de nomes como Raimundo Sodré, Elomar e Jorge Mautner). Certo: Nando Reis é um artista “pop”, compositor de sucessos de artistas e grupos como Marisa Monte, Cidade Negra, Cássia Eller, Skank e Jota Quest, entre outros. Com sua saída dos Titãs ganhou maturidade. Valeu a pena ver “o ruivo” em ótima forma. Mais um vacilo do colunista: acabamos omitindo a banda “The Mads” em texto publicado aqui na quinta-feira passada (Diário Cultural de 9 de março). Eles que aqueceram o público presente ao ginásio do Dom Bosco no sábado. Os meninos foram “infernais”.
Lentox
Preparei a coluna para envio ao Diário da Manhã. E fui obrigado a levá-la pessoalmente ao jornal. Tudo isso por que a mensagem “A system failure has occured”, dava conta de “mais um” problema com a conexão Velox. Alô! Não sou o primeiro a reclamar e tenho certeza – infelizmente: não serei o último.
Escrito por Zema Ribeiro às 11h59
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corpo de delito
desde quinta-feira, no fotoblogue (link ao lado), o convite para o lançamento de corpo de delito, de iramir araújo e mais alguns "bons" elementos. é quinta, 16/3, às 19h, no sesc. mais por aqui, em breve.
Escrito por Zema Ribeiro às 17h47
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